Lateral-esquerdo

Pedro Bouças
Pedro Bouças

Partir o jogo para vencer: o Benfica em Braga

Por jogo partido, entende-se um jogo de toada ataque/resposta. Equipas a atacarem com muito espaço, perante pouca oposição. Um jogo de sucessivos ataques rápidos de parte a parte. Em suma, uma equipa ecupera e não guarda a bola, sai rápido para o ataque com o intuito de chegar o quanto antes à baliza adversária.

Em suma, o pesadelo de qualquer treinador que pretenda ter controlo e domínio sobre o jogo. Porque partir significa tantas vezes atacar com menos critério, transitar defensivamente com menos gente envolvida na situação de jogo e, portanto, defensivamente estar mais suscetível a que algo aconteça.

No Minho, e porque para o Benfica era absolutamente obrigatório vencer, o Sp. Braga não soube jogar com o que melhor poderia servir-lhe os interesses. Mesmo que o interesse fosse unicamente vencer.

Manter a organização defensiva e sair somente com critério com bola, esperando pelos desequilíbrios defensivos que o Benfica iria oferecer na frenética busca pelos três pontos, seria sempre a estratégia mais adequada.

Deixou partir o jogo ao longo da segunda parte a equipa bracarense. Nada melhor para o Benfica. As dificuldades que poderia sentir a criar nos seus ataques com menos espaço e menos oposição esvaneceram-se. Poder jogar um jogo de constantes ataques rápidos com espaço para progredir beneficia sempre quem tem os melhores executantes.


Os ataques com maiores possibilidades para se chegar ao golo sucediam-se de um lado e outro, fruto de opções próprias de quem não queria 'gelo', 'critério' e 'sabedoria' no jogo. 

Haveria de chegar ao golo quem tem os melhores avançados. Como seria mais provável que acontecesse.

Depois do golo, fechou o jogo o Benfica. Numa prova de maturidade. Dez minutos finais no Minho sem um qualquer ataque bracarense.

Depois de se adiantar no marcador a prova de que se havia entregado a um jogo que mais o poderia beneficiar. SL Benfica volta a juntar linhas e envolve todos no processo defensivo, quando nos minutos anteriores tantas eram as vezes que deixava avançados e alas mais preocupados com a transição ofensiva do que com o fechar do espaço.

Caiu num engodo de jogo partido a equipa de Jorge Simão. Depois de se encontrar em desvantagem, não mais encontrou espaços para atacar e terminou "enganada" e sem pontos na Pedreira.










Pode ler mais análises de futebol de Pedro Bouças em www.lateralesquerdo.com.

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