Não me lembro de ter cedido o meu lugar na fila ao senhor que simpaticamente me espreita pelo canto do olho, esperando que vire sua cúmplice enquanto se apoia numa bengala ortopédica. Não julgo. A pressa de fugir aos supermercados por estes dias é real. Não fosse a minha teimosia em comprar uma embalagem de uvas e também não estaria ali, angustiada, a assistir a discussões sobre champanhe e bolo- rei. As compras nestas épocas festivas lembram-me um pouco o mercado de transferências de inverno.