Julgava-me paciente até certo dia desta semana, em que a visita de um eletricista atrasou a manhã da minha amiga Camila e, consequentemente, arruinou a minha. Marcámos unhas às nove; treino às dez; almoço ao meio-dia. Na minha cabeça é muito claro, e quando não o é, seja por falta de magnésio, seja falta de um bom sono, aponto e uso post-it. Organização, TOC, loucura... Isto pode ter vários nomes, mas os caracteres são limitados e não me parece inteligente despejar aqui o diagnóstico que me deu o Google. Mas recapitulemos: vinha dizer-lhe que me aborrecem as impontualidades e, às vezes, quando dou por mim já o exagero me domina. Pelo menos até o futebol me lembrar de que não há contas fechadas numa fase de liga até que se jogue o último segundo do último jogo, de que há golos fora de horas que baralham tudo e que nem sempre são os todo-poderosos a ganhar na Europa.