André Villas-Boas é um Prometeu Agrilhoado como na tragédia grega de Ésquilo. Chegou novo e fresco para cortar com o passado mas ao mesmo tempo ainda não sentiu o afã de se descompremeter dele. A saga da auditoria que revelou o que qualifiquei de deboche na semana passada, ao mostrar uma série de práticas condenáveis feitas por gente que se servia do clube sem vergonha, e que detona por completo o legado carismático de Pinto da Costa, é pouco compaginável com agora atribuir ao museu o nome do antecessor. É este o tal dilema ‘hamletiano’ que manieta a acção do novel presidente. O ‘to be or not to be’ de Shakespeare é nos dias de hoje do FC Porto o "rompo ou não rompo" com Pinto da Costa na reflexão do novo líder.