Carlos Rexach, glória do Barcelona e companheiro de Johan Cruyff no processo de construção do Dream Team dos anos 90, costumava dizer sobre Eusébio, o médio discreto de uma das melhores equipas da história: “Não cabeceia, não dribla, não é rápido nem forte, mas a jogar é um fenómeno.” Aursnes não é o melhor em qualquer parâmetro de avaliação mas, por visão, inteligência tática, argumentos técnicos e capacidade para entender o jogo em toda a sua dimensão, constitui peça fundamental do conjunto que defende. É uma figura preponderante, silenciosa, marcante e presente onde, como e quando é preciso. Tem perfil de funcionário, mas depressa evolui para uma verdadeira fera competitiva.
