Cumpridas todas as formalidades na dramática saída de CR7, em maca, da final do Euro’2016, abeirou-se do parceiro e, já com a braçadeira herdada no braço, segredou-lhe: "Cris, vai descansado. Vamos ganhar isto por ti." Não por acaso, a mensagem partiu de Nani, o príncipe perfeito que foi protagonista e ator secundário, desempenhando na hierarquia nacional o papel que, mais tarde, Bernardo Silva assumiu relativamente a Cristiano. Desde que surgiu na equipa principal do Sporting (2005), lançado por José Peseiro e refinado por Paulo Bento, e abandonou o Manchester United (2014), depurado até próximo da perfeição por Sir Alex Ferguson, Nani viveu uma década no topo do Mundo, no patamar que albergava a corte restrita de estrelas planetárias situadas dois degraus abaixo dos extraterrestres Ronaldo e Messi.
