Profundo admirador de Michael Laudrup, o genial dinamarquês que foi um dos mais extraordinários jogadores do seu tempo, Johan Cruyff, seu treinador no Barcelona, não teve dúvidas em afirmar: “Tinha o nível de Maradona e só não atingiu esse patamar porque não fez do futebol a coisa mais importante da vida.” As palavras do mago holandês remetem para o peso excecional de aspetos relevantes para lá da genética. Ter uma vocação vale tanto quanto viver para ela, estimulá-la todos os dias, dar-lhe lustro e colocá-la acima de qualquer interesse. Rafa tem genes de craque, depurou-os à sua maneira, mas não sacraliza o futebol como objetivo de vida.
