Sendo jogador de inspiração perpétua, sabe que o dom não chega por decreto, porque as musas nem sempre acordam a tempo de salvar os melhores. O génio não pode atraiçoar a equipa, o jogo e a sua própria natureza, razão pela qual precisa de desafiar as instruções dos treinadores, os assobios dos adeptos, as recriminações muitas vezes infundadas dos jornalistas, e nunca desistir. Vale sempre a pena lutar e sofrer para impor habilidade, criatividade, distinção e deslumbramento. Com Roger Schmidt, Di María entrava em campo para dar concertos sem partitura, desconectado da orquestra, sem que esta o assimilasse ou colhesse frutos coletivos do seu talento. Apesar dos números excecionais que apresentou, sinal de que os melhores se fazem notar em qualquer circunstância, ele e equipa estavam condenados ao fracasso.
