Portugal e o futuro

1. O emaranhado sorteio da qualificação europeia para o Mundial’2026 deixou dois caminhos para a Seleção Nacional atingir o objetivo de qualificar-se diretamente para a fase final da grande competição internacional. Como acontece, de forma sucessiva, desde 2002. Ambos os trajetos, face às limitações impostas pela participação na fase final da Liga das Nações, que terá futuros episódios em março e em junho, com apenas três adversários no caminho. A margem de erro torna-se menor? Nem por isso. Basta fazer um exercício ao analisar a mais recente fase de grupos da Liga das Nações, contra oponentes de uma igualha futebolística bem mais próxima, ao contrário do que sucede neste apuramento, para perceber que não é necessário realizar uma prova totalmente limpa – 6 jogos, 6 vitórias – para vencer um grupo. Bem longe disso: três triunfos, que correspondem aos jogos em casa, e uma vitória e um empate extramuros serão mais do que suficientes para carimbar o passaporte. Contudo, pertencendo ao grupo F, onde a Seleção Nacional tem a obrigação de estar, pois dependerá de eliminar a Dinamarca, a dois jogos, do acesso à fase final da Liga das Nações, ora ficando no grupo C, se acontecer uma hecatombe inexplicável frente aos dinamarqueses, nenhum dos caminhos apresenta um grau de dificuldade que nos faça pensar em colocar a hipótese minúscula de ter que esperar por um playoff – que será disputado em março de 2026 – para chegar à Alemanha. Por isso, entre setembro e novembro de 2025, Portugal tem a obrigação de vencer, com algum conforto, o grupo que saberá ser o seu no ainda longínquo 23 de março. Até porque ultrapassar fases de qualificação sem qualquer transtorno, é, de forma indiscutível, o maior predicado de Roberto Martínez.

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