Rui Malheiro
1] Chegar a uma grande competição internacional de seleções como um dos favoritos, e confirmá-lo de forma inapelável, avassalando o troféu, está longe de ser uma situação natural no ludopédio indígena. Muito menos no escalão sub-17. Basta recordar que, em 2003, após se ter sagrado campeã europeia em Viseu, a Seleção caiu com estrondo nos quartos do Mundial disputado na Finlândia, derrotada por 2-5 pela Espanha, de Fàbregas, David Silva, Jurado, Javi García e Adán. A quem vencera por 2-1, na final do Fontelo, com um bis de Márcio Sousa, então Maradoninha, num embate em que João Moutinho, o futebolista que desenhou um percurso mais retumbante como sénior, foi suplente utilizado. Para trás, ficara uma fase de grupos pautada pela inconsistência, bem atestada no triunfo por 5-4 ante o frágil Iémen, pela impactante derrota ante um Brasil (0-5) que apenas produziu dois jogadores – Ederson e Arouca – que tiveram passagens fugazes pela canarinha, e pelo empate surreal ante os Camarões (5-5), desperdiçando, nos últimos 20 minutos, uma vantagem de cinco golos.
