1 Acredito que a derrota pesadíssima na Luz (1-4), a 10 de novembro, ditou o futuro de Vítor Bruno, metamorfoseando-se na crónica de um despedimento anunciado. Era, então, o segundo desaire do primeiro conjunto de três derrotas consecutivas que os dragões sofreriam sob o comando do técnico, que teria prolongamento na eliminação precoce da Taça aos pés do Moreirense. Só que perder com essa contundência ante o arquirrival Benfica, recriando números que não se viam desde 13 de dezembro de 1964, poucos meses depois de Pinto da Costa, então com 26 anos, efetivar o seu primeiro casamento, seriam o golpe fatal na relação com os adeptos. A reação esboçada em dezembro, período em que apresentou o melhor futebol sob o comando de Vítor Bruno, o que valeu 5 vitórias e 1 empate muito contestado em Famalicão, aproximou-a, graças à crise que o Sporting atravessou, da liderança do campeonato. Só que era impossível sobreviver a uma nova série de três derrotas consecutivas em janeiro: ante o Sporting nas meias-finais da Taça da Liga, e nas deslocações à Choupana, onde tinha o ensejo de arcar a liderança isolada do campeonato e deixar o Benfica a 5 pontos, e a Barcelos, o que motivou a queda para o 3.º lugar. Tudo após 240 minutos – descontem-se os primeiros 30 ante os leões – de um futebol paupérrimo, só comparável, no século XXI, com a passagem de Otávio Machado, também ex-adjunto de um treinador mitológico dos azuis-e-brancos, como timoneiro do FC Porto.
