O ataque de inverno do leão

1] Do rolo compressor de Rúben Amorim, com 11 triunfos nas primeiras 11 jornadas e uma qualidade futebolística inigualável no ludopédio indígena, à desastrosa opção por João Pereira, como atestam os apenas 4 pontos somados em 4 rondas, para arrogar a sucessão hercúlea para a qual não estava preparado, fizeram com que o Sporting visse um passeio apoteótico rumo a um bicampeonato consecutivo, que lhe escapa desde a década de 1950, metamorfosear-se na perda da liderança da competição. Algo que Rui Borges, num curtíssimo espaço temporal, vencendo o dérbi eterno ante o Benfica e empatando na montanha-russa de Guimarães, recuperou. Mesmo que, à semelhança de João Pereira, se tenha debatido com uma catadupa de lesões em unidades nucleares, encetou uma arrojada mudança a nível estrutural para o 4x2x3x1/4x3x3 e, até ver, asseverou um jogar cada vez mais preparado para atrair o adversário e buscar uma maior verticalidade, saltando, em vários casos, a estação intermédia, para chegar a zonas de finalização, de forma a alimentar o incontornável Gyökeres.

Deixe o seu comentário

Pub

Publicidade