O cem entre o oito e o oitenta

1 Hoje, Bruno Lage atingirá a marca de 100 jogos como treinador do Benfica. Um número redondo, que coincidirá com a possibilidade de conquistar o terceiro troféu pelos encarnados, depois do título nacional em 2018/19 e o da Supertaça’2019, com um triunfo pungente sobre o Sporting por 5-0. A isso junta-se a possibilidade de quebrar o longo jejum de nove anos do clube sem conquistar a Taça da Liga, competição em que triunfou por sete vezes nas primeiras nove edições. Vencer a prova poderá significar um reencher do balão do setubalense, esvaziado após oito pontos perdidos nas últimas cinco jornadas do campeonato – e uma distância para a liderança que se fixará em cinco pontos se o FC Porto vencer no domingo na Choupana, o que deixará os rubros, pela primeira vez, a não dependerem de si próprios para conquistarem o título – e exibições a roçar o soporífero. Mas é algo que não deixa de ser visto como uma obrigação quando se treina as águias. Perder a final, deixá-lo-á novamente bastante exposto, apagando, de forma injusta, os efeitos futebolisticamente muito positivos do triunfo nas meias-finais. O que não é nada bom numa semana que trará uma deslocação ao terreno do Farense para a Taça, que valerá o acesso os ‘quartos’ de uma prova que o Benfica não vence desde 2017, uma receção ao Famalicão, mais acutilante com a mudança de comando técnico, para o campeonato, e o retorno à Champions, com o Barcelona, 2.º classificado na principal prova europeia de clubes e 3.º em La Liga, a visitar a Luz.

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