1] A oficialização da chegada do nigeriano Terem Moffi, proveniente do Nice, por empréstimo com opção de compra fixada em 8 milhões de euros, representa mais um movimento cirúrgico do FC Porto no mercado de inverno, que, salvo exceções extremamente perspicazes, como a de Pietuszewski, ao antecipar o que se tornaria impossível num futuro muito próximo, se caracteriza pela necessidade de deparar reforços imediatos com baixo risco de adaptação tática. A contratação de Moffi, que sobressaiu no Nice, em 2023/24, sob o comando de Farioli, não ocorre, tal como sucedeu com Thiago Silva, e poderá acontecer com Fofana, num vácuo. É a resposta direta à dependência do modelo de jogo em relação à imponente presença (física) de Samu como referência, precavendo, com um avançado canhoto – o que introduz novos ângulos de passe e de finalização – de uma dimensão física esdrúxula e pungente no ataque à profundidade, um possível desgaste ou uma eventual lesão num jogador que já superou a barreira dos 2000 minutos de utilização. Além disso, é também a oportunidade de experimentar, durante 4 meses, o seu eventual sucessor, caso o internacional espanhol rume, no próximo verão, a novas paragens multimilionárias. Mas, acima de tudo, os dragões atestam que não adormeceram com a carreira superlativa no campeonato, e pretendem conquistar as três competições que lhe restam a nível interno e externo, firmando uma temporada de glória.
