1] Não foi o desaire ante o Casa Pia, na antecâmara do clássico ante o Sporting, que ganhou contornos mais substantivos no que concerne à luta pelo título, a conduzir o FC Porto a avançar para o empréstimo, sem investimento financeiro e sem opção de compra, de Seko Fofana, que procurará recuperar os índices que o metamorfosearam, em 2022/23, num box-to-box estimulante. Um jogador que levou o Rennes, em janeiro de 2025, a investir 20 milhões de euros para o fazer retornar à Ligue 1, de onde saiu, em julho de 2023, como ídolo do Lens e figura da prova, rumo ao Al-Nassr, a troco de 25 milhões de euros, que superou a concorrência de emblemas europeus de topo. A adição ao plantel do internacional costa-marfinense, de 30 anos, mostra argúcia dos dragões a fruírem da querela com Habib Beye, treinador dos rouge et noir, e representa a mesma lógica que presidiu às chegadas de Thiago Silva e Moffi: deparar reforços imediatos com baixo risco de adaptação tática. Neste caso, topando uma alternativa credível ao insubstituível Froholdt, que, entre o FC Porto, a seleção da Dinamarca e o Copenhaga, soma 2.959 minutos de utilização, números próximos aos que totalizou em toda a época anterior, o que tem contribuído para uma quebra de rendimento nas últimas partidas. Algo que não inibirá Farioli de os utilizar em simultâneo, como médios-interiores, quando quiser tonificar ainda mais a impressionante fisicalidade da equipa.
