Só um 'play-on' valerá os 'oitavos'

1] O triunfo justo em Turim, após cinco dias de pesadelo dentro e fora das quatro linhas, assentiu que o Benfica concluísse a fase de campeonato da Champions na metade cimeira, com as 3 vitórias em 4 partidas extramuros a arcarem um papel deliberativo. O reencontro com o Mónaco, emblema que derrotou por 3x2 no Stade Louis-II, depois de recuperar de duas situações de desvantagem, confere favoritismo aos encarnados, até porque a equipa comandada pelo austríaco Adi Hutter segue numa sequência de 6 derrotas nos últimos 11 jogos. O que ditou a queda no 17.º lugar da Champions, com os mesmos pontos do Benfica, a eliminação da Taça de França, ante o Reims, e o posicionamento no 3.º lugar da Ligue 1, já a 17 pontos do líder PSG, e com Nice, Lille, Lyon e Lens à perna. Fiéis ao 4x2x3x1, com versatilidade para recorrerem ao 3x4x2x1, os monegascos contrataram Mika Biereth, antiga referência ofensiva do Sturm Graz, clube pelo qual rubricou 13 golos e 5 assistências em 22 jogos entre Bundesliga austríaca e Champions, e que roubará a titularidade a Embolo. O dinamarquês, de origem inglesa, formado no Arsenal, com mais-valias evidentes na finalização, poderá constituir um complemento a Akliouche, velocista ágil e acelerador, desequilibrador através do drible em espaços curtos e largos, a Ben Seghir, agitador, com sentido de baliza e propriedades no último passe, e Golovin, um russo deliberativo na ligação entre a criação e a finalização, até pelos argumentos inequívocos no passe nos cruzamentos, além de forte na execução de bolas paradas laterais e frontais. Defensor de um jogo muito vertical, com chegadas diretas e céleres a zonas de finalização, privilegiando, várias vezes, o jogo exterior, com os laterais bastante profundos, Hutter evita um jogo de posse mais elaborado, preconizanando uma pressão alta, que visa recuperar a bola em zonas altas de forma a gerar contratransições. Contudo, se o rival a supera acaba por demonstrar lacunas na transição defensiva, algo que os encarnados aproveitaram com veemência em novembro, com Di María, em plano de evidência, a assistir os golos de Arthur Cabral (2x2) e Amdouni (3x2). Depois, a tendência por promover um jogo tremendamente enérgico, o que é desgastante do ponto de vista físico, pode causar uma quebra coletiva durante as etapas complementares, o que é apelativo a que Bruno Lage seja sagaz a protagonizar substituições.       

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