Três formas distintas de olhar o mercado

1 Em busca do bicampeonato nacional consecutivo, feito que lhe escapa há sete décadas, o Sporting abichou três feitos no mercado de inverno. Rui Borges não viu sair nenhum dos 15 jogadores mais utilizado, onde não estão Pote, St. Juste, Fresneda, João Simões e Rui Silva, os três últimos titulares no Dragão, enquanto se consumaram as partidas de Edwards, que nunca foi opção para o mirandelense, e de Kovacevic, guardião que exibiu uma inconsistência esdrúxula. A estes, ainda poderá juntar-se Esgaio, com pretendentes na Turquia, que só amanhã encerra a fase de transferências. Em sentido contrário, os leões dissiparam o problema na baliza ao contratarem Rui Silva, com uma qualidade e uma experiência bem superiores às de Israel e de Kovacevic. Com dois golos sofridos em cinco remates enquadrados nos primeiros 4 jogos como titular, já mostrou reflexos e a segurança entre postes, o comando da área e a aptidão nas saídas aéreas, e a tranquilidade sob pressão, tanto no jogo de pés como a participar na construção. Além disso, tem ocultado a tendência para assentir segundas bolas aos rivais, e alguma falta de celeridade no um contra um e no controlo da profundidade. Por fim, chegou o primeiro extremo destro do plantel. O investimento em Biel, astuto a sair do corredor esquerdo para o central, é arrojado, até porque em 51 jogos no Brasileirão foi suplente utilizado em 32 situações. Sobressai ao proporcionar assistências, através de cruzamentos e de passes de rutura, além de conciliar velocidade, agilidade, aceleração e argumentos no drible. As maiores arduidades passarão por aumentar a perceção do momento defensivo, pela inconsistência exibicional, e pela pouca aptidão para o choque. A aquisição de um lateral-direito, cujo alvo era Alberto Costa, que optou pela Juventus, não se consumou, com o renascido Fresneda e Quaresma a lutarem pelo lugar.

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