A bombástica auditoria aos últimos 10 anos da vida do FC Porto marcou, como é óbvio, a assembleia geral de ontem. André Villas-Boas tem feito um esforço para preservar a imagem de Pinto da Costa, num esforço político que visa não fragmentar ainda mais o clube, mas isso seria um clássico sol na eira e chuva no nabal – que não é possível. Da mesma forma que Pinto da Costa é incensado como o "presidente dos presidentes", o maior responsável pelas conquistas dos dragões nas últimas quatro décadas, mesmo que nunca tenha marcado um golo ou treinado uma equipa, não pode deixar de ser o "presidente dos presidentes" de uma organização onde eram comuns práticas de legalidade muito duvidosa. Feita a auditoria, segue-se (ou prossegue) o trabalho das autoridades. Se seguirem a máxima de "seguir o dinheiro", o novelo ainda agora se começou a desfiar.