O Benfica, pela voz do vice e administrador da SAD José Gandarez, mostra publicamente os primeiros espinhos que enfrenta um processo tão complexo como será o de juntar as vontades de 18 clubes tão heterogéneos num acordo para a centralização dos direitos de transmissão audiovisuais. Na entrevista que dá hoje a Record, há uma crítica que salta à vista: numa altura em que tanto se discute a chave de de distribuição do bolo, nada de muito estrutural foi feito para melhorar o produto - umas campanhas pelo tempo útil e umas bodycams nos árbitros parecem pouco para um produto que se pretende vender 25 por cento acima do que vale atualmente, numa subida otimista que vai em total contraciclo com aquilo que tem acontecido em todo o lado, grandes competições de clubes e seleções incluídas. Ao contrário que do que foi prometido vezes sem conta, até de forma algo irresponsável, centralizar não garante por si só o aumento de receita, apenas a sua divisão. Agora que chegou a hora da verdade, a verdade começa a ser um problema.