Será sempre fácil elogiar em cima de resultados, mas o Benfica não precisava do momento histórico de Trubin, nem sequer de ter vencido, para merecer todos os elogios. José Mourinho foi perfeito na abordagem estratégica ao jogo, mas ainda mais perfeito como injetou uma mentalidade de betão aos jogadores, muitos dos quais absolutamente novatos a jogar a este nível e andamento. Só uma equipa com tudo no sítio é que poderia sobreviver a todas as maldades que o jogo lhe deu, em particular o desperdício na frente e a vantagem oferecida, do nada, a tão temível adversário. O Benfica mereceu toda a felicidade que teve ontem e que lhe fugiu em alguns momentos recentes, como na eliminação na Taça de Portugal no Dragão.