Dois dedos de diferença

Há muitos anos que os deuses do futebol brincam com as emoções dos adeptos, levando-os em loucas acelerações entre a euforia e a depressão e vice-versa. Qualquer um dos três grandes já viveu as duas sensações nesta temporada e chegamos a esta fase com tudo embrulhado no topo – como, aliás, tem sido frequente nos últimos anos. É por isso bizarro que os mais radicais adeptos portistas continuem o processo de autofagia, com permanentes ataques a uma equipa a quem a liderança partilhada escapou ontem por dois ou três dedos – neste caso, da mão de Pepê. Fica claro que há muita gente nas bancadas (mesmo as virtuais) do FC Porto que não quer assim tanto as vitórias da sua equipa, preferindo ter motivos para se agarrar a um passado que era uma via rápida para o abismo.

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