A desastrada atuação de VAR e AVAR, sobretudo esses, no Santa Clara-Sporting, levou o FC Porto a expor ao público uma comissão não-permanente de arbitragem no seio da FPF que só fez puxar o novelo de perguntas. Por bem intencionada que seja a constituição daquele grupo de trabalho, é difícil de entender os critérios que levaram à escolha daqueles elementos para discutir temas tão importantes e decisivos como a angariação e retenção de árbitros e a possível criação de um orgão independente para a gestão da arbitragem. O que faz tão importantes os contributos para o tema do presidente do Conselho de Arbitragem da AF Porto e de mais três ex-árbitros, todos comentadores em meios de comunicação social? Porque é que não houve ninguém da APAF (que até tem seis delegados na Assembleia Geral da FPF...), do Conselho de Arbitragem da FPF ou até árbitros do quadro atual na conversa? E é uma pena que se tenha perdido a oportunidade de, em pleno Canal 11, ver e ouvir o presidente dessa comissão, Duarte Gomes, explicar isso.