Com ou sem provas, culpado ou inocente, é óbvio que Prestianni está condenado. Já o foi pela opinião pública mundial, sê-lo-á seguramente pela UEFA, que não permite que a prova que é a sua jóia da coroa seja manchada pela suspeita de racismo. Para o jovem argentino, bem como para o Benfica, é uma luta desigual e, basicamente, inútil. A UEFA tem a sede na Suíça e um poder disciplinar que não precisa de respeitar os caminhos burocráticos que muitas vezes condicionam a Justiça desportiva em Portugal. Por isso, as inquirições e a recolha de prova avançam a todo o gás e não será surpresa que haja uma decisão antes do jogo da segunda mão. E, por decisão, leia-se um castigo severo a Prestianni e, talvez, ao Benfica. Nesta altura, há uma pressão social à escala global que não permite outra saída à UEFA.