Visão periférica

Vítor Baía
Vítor Baía Antigo internacional

Um clássico entre iguais

Hoje joga-se mais um grande clássico do futebol português no Estádio da Luz, desde logo com uma invulgar particularidade. Nem FC Porto nem Benfica estão em primeiro lugar no campeonato, o que terá acontecido muito poucas vezes na história do futebol português. Encontram-se duas equipas moralizadas por vitórias na Champions. O FC Porto, em casa, com o Galatasaray, o Benfica, na Grécia, com o AEK.

Nem um nem outro tiveram facilidades para alcançar as vitórias. O FC Porto um Galatasaray cheio de vontade de vencer, a criar muito perigo na primeira parte, com Casillas a brilhar, dando mais uma demonstração que está bem e recomenda-se. O espanhol tranquilizou a equipa, que embalou depois para um segundo tempo personalizado e já próximo daquilo que se espera dela.
Foi uma injeção de moral também para o clássico, porque, como se diz com frequência, é muito melhor trabalhar sobre vitórias do que sobre derrotas.

O Benfica também não teve uma noite fácil, mas comprou, igualmente, uma injeção de confiança, ao terminar com um jejum de vitórias na Champions, que já durava há oito jogos consecutivos. Viu-se um pouco aflito, porque depois de uma grande primeira parte foi traído pela expulsão de Rúben Dias, e só mesmo um pontapé inesperado de Alfa Semedo terminou com o pesadelo que Atenas se estava a tornar. É o segundo central expulso em dois jogos consecutivos, o que pode ser sinónimo de alguma insegurança defensiva. Mas creio que no jogo de hoje nada disso terá peso. A ideia é outra, há o espírito de um clássico que é sempre de resultado incerto, esteja quem estiver em melhor forma.

Neste momento, creio que os dois estão muito iguais e será um pormenor a resolver o jogo. Um jogo que estimo aberto, porque nesta fase do campeonato nada se decide e as equipas jogam libertas de pressão, embora o Benfica possa estar eventualmente mais pressionado, porque joga em casa e porque tem um ponto a menos do que o FC Porto.

Nos últimos quatro anos, o FC Porto tem sido mais feliz no Estádio da Luz e procurará hoje essa felicidade, através de um jogo personalizado, com as armas que tem. Sérgio não vai abrir o jogo. Será Marega sozinho como ponta-de-lança, ou irá optar pelo 4x4x2 e colocar Soares, que vem moralizado por ter resolvido o problema no jogo com o Tondela, aliviando assim a nostalgia de estar fora da Champions, prova para a qual não foi inscrito? Por outro lado, no último encontro do campeonato, o Benfica tropeçou em Trás-os-Montes e vai ter de estrear no campeonato o central Lema, que já atuou na segunda parte em Atenas. Será uma prova de fogo para o argentino, que, dizem os entendidos, está talhado para grandes palcos. Dúvidas para um clássico que se deseja que seja bem jogado, sem casos e com uma vitória segura, a do futebol.

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