A pacificação de verniz

Adicione como fonte preferencial no Google

Quando os episódios de violência verbal e física se sucedem no futebol português, perdendo-se vidas em alguns dos casos, não faltam vozes a erguerem-se e mãos a baterem no peito clamando pela tal pacificação que nunca chega e, se calhar, interessa a menos gente do que parece se não nos deixarmos encandear pela hipocrisia. Estamos em 2021, as sociedades desportivas são cotadas em bolsa, há doutores e engenheiras bem remunerados em pesadas estruturas profissionais, os jogadores passaram a ser ativos, os estádios foram modernizados mas no final das contas a paixão e a irracionalidade são a gasolina sem a qual os motores param. E ficou provado, nas últimas semanas, que essa agressividade não pode ficar em ponto morto durante a semana e ser engrenada apenas aos domingos. A indústria do futebol precisa de uma nova era, mas o sonho primaveril de Luís Filipe Vieira, que mobilizou Pinto da Costa e conseguiu, no Rei dos Leitões, vincular todos os clubes da 1ª Liga, morreu na praia. A pacificação de verniz estalou e, como se diz à boca cheia nos meandros, essa foi a melhor notícia do ano para Governo, FPF e Liga.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade