Seleção toda no mesmo barco

Fernando Santos deu um murro na mesa e acabou com os aviões particulares do protagonismo. Sem CR7 viu-se o fulgor de uma equipa que pode sonhar.

Um dos chavões do futebol português reza que ninguém pode sentir-se maior do que o clube que representa. Essa máxima torna-se ainda mais premente na Seleção Nacional. A goleada contra a Suíça foi concretizada por um grupo que se sentiu todo no mesmo barco. Aludindo a algumas recentes ironias de balneário, os aviões particulares do protagonismo ficaram no hangar e a equipa, à procura da via marítima para a glória, desatou a remar toda para o mesmo lado. O murro na mesa do selecionador, ao deixar Cristiano Ronaldo no banco, gerou ondas sísmicas mediáticas que deram a volta ao globo. No entanto, os principais efeitos sentiram-se em casa, precisamente onde o engenheiro pretendia circunscrever a polémica. Ao contrário do que escrevi no meu artigo da edição de domingo, sentiu-se finalmente que há disciplina na Seleção, que há liderança de Fernando Santos, que haverá o CR7 que o próprio CR7 quiser que haja. Sabendo adaptar-se ao papel que lhe for atribuído e respeitar a voz do treinador.

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