Somos todos profissionais

Ainda mal o assessor de comunicação do Benfica, Gonçalo Guimarães, tinha acabado de dizer que José Mourinho "não estava disponível" para responder a perguntas sobre o caso Prestianni, já o treinador estava a passar por cima dessa declaração. "Repito que tem sido difícil para todos, agora não lhe vou especificar agora a que nível foram as dificuldades. Difícil para todos. Mas eles e eu fomos hoje capazes de sermos profissionais e de fazermos o nosso trabalho da melhor forma que pudemos", comentou de imediato o técnico, ainda que com voz abatida e cabisbaixo. Como somos todos profissionais, em poucos segundos, durante a emissão do Record na Hora, consegui alinhavar dez perguntas de interesse público sobre o caso mais badalado do futebol mundial que tinham apenas a ver com o Benfica e em nada perturbavam, ou seriam inviabilizadas, pela investigação em curso. Após uma semana horrível, o simulacro de conferência de imprensa que aconteceu após o jogo com o Aves contou com a conivência dos quatro colegas que tiveram direito a perguntas após o "aviso" do assessor de comunicação que assume bater em jornalistas as vezes que forem necessárias. O Rafael Soares do Record, e Igor Oliveira da CMTV/Now, pediram pergunta mas não lhes foi concedida. Os atentados à liberdade de imprensa sucedem-se. O Benfica inspira-se na majestosidade da águia, ficam-lhe mal as atitudes de avestruz. 

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