André Villas-Boas ganhou as eleições do FC Porto com um repto que mobilizou a massa associativa e congregou uma imensa maioria de votantes. "Só há um Porto", garantiu o presidente que sucedeu ao mandato histórico de Pinto da Costa, e foi aplaudido por isso pelos sócios ansiosos por encerrar o capítulo do divisionismo pré-eleitoral. Estranhamente, e passados alguns meses, o que se regista é que uma certa nova "intelligentsia" que gravita em torno do clube proclama que a unidade não é importante nem conduz ao sucesso. Como se fosse normal no FC Porto Villas-Boas vincar a total confiança no treinador e saber-se no exterior que já há vozes dissonantes na estrutura; o líder dizer que a exigência é máxima e 'vices' falarem em "ano zero"; o presidente respeitar o legado de grandes figuras do passado recente e em surdina as mesmas serem alvo de ataques; até AVB colocar o FC Porto na rota da conquista da Liga Europa e o técnico decidir que, afinal, não tem equipa para isso.
