Saltos na relva

Vanda Cipriano
Vanda Cipriano Editora

O mundo ao contrário

Faço um anúncio prévio, e nem sequer é de interesses, mas de honestidade com os leitores para dizer que simpatizo com Octávio Machado e acho uma piada enorme a algumas ‘bocas’ que vai mandando em todas as vezes que nos encontramos, todas elas de assuntos sempre ligados ao futebol. Habituei-me à figura do Palmelão e admito que tenho uma opinião particular de pessoas como Octávio. Acho que o futebol tem sempre – uma pena quando assim não é – lugar para quem trabalha com tanta paixão. As novas gerações, com conceitos mais modernos, só têm a ganhar com pessoas que tanto já viveram, conheceram, riram e choraram. No fundo, pessoas que tanto deram ao futebol. E Octávio deu, ninguém pode negá-lo.

Mas se o futebol tem espaço para acolher os ‘Octávios’, também a eles cabe a missão de se enquadrarem naquilo para que são chamados e adaptarem-se a realidades que até podem não ser as que mais desejariam. E isso nada tem a ver com o não respeitarmos as nossas ideias, mas sim sabermos viver com outras, diferentes. Octávio soube viver com as de Bruno de Carvalho durante dois anos e, parece-me, a discórdia não é dos últimos dias; como antes havia vivido com as ideias de José Roquette ou Pinto da Costa. Defendeu-os a todos. E bem. E a todos levantou o dedo depois do virar de costas. Desconfio disso. Não sei quem tem razão neste caso, mas sei que esperava ver um Octávio mais descontraído, e astuto ao ponto de saber que pode vir a ser acusado de desestabilizador pelos sócios do Sporting. E nem era preciso grande ‘show off’, dar abraços para a ‘foto’ ou uma mão dada, mesmo num gesto unilateral, para o público. Nada disso. Bastava sorrir às adversidades. No fundo, talvez esperasse que Octávio estivesse de melhor com a vida.

Está a passar depressa esta pré-época e quando menos esperarmos a bola rola a sério na Supertaça, com o reeditar do confronto de velhos amigos, Benfica e V. Guimarães. E não vai haver tempo para respirar, com os três grandes a partirem com responsabilidades iguais na luta pelo título. O FC Porto talvez tenha ligeira desvantagem, com treinador novo e ainda muito para resolver no plantel. Sporting e Benfica chegam a esta altura com caminhos diferentes, mas os mesmos treinadores. Em Alvalade compraram-se nove jogadores; na Luz venderam-se três indiscutíveis. Ver-se-á, depois, o que fará a diferença.

Não podia terminar este texto sem falar de Miguel Silva ou do desmentido feito pelo Benfica a negar qualquer interesse no guarda-redes. Não faço defesas gratuitas de ninguém ou nada e este caso não será uma exceção. Afirmo, sim, que Record tudo fez para confirmar a história e o interesse (real) no guarda-redes do V. Guimarães. As minhas palavras valem o que valem. Como valeram aquelas que escrevemos antes e depois dos desmentidos feitos pelo Benfica a negar interesse em Mitroglou, Rafa ou Zivkovic. *

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