Amigos para sempre

A melhor prenda que se pode fazer a um aficionado de futebol é desfrutar de um Mundial no seu próprio país. Espanha, Portugal e Marrocos gozarão desse privilégio maiúsculo, que tem múltiplas consequências, todas elas positivas. Gostaria de centrar-me num aspeto transcendente: a confraternização que este torneio vai gerar entre os países organizadores.

O futebol tem o poder de mudar um mundo cada vez mais desumanizado, insolidário e egoísta é, para mim, a melhor notícia. Agora toca a trabalhar no duro para "organizar o melhor Mundial da história", como expressaram desde a apresentação da candidatura.

Estou convencido de que assim será e que as relações melhorarão sem dúvida entre as nossas três nações, unidas agora pelo formidável íman que é a bola.

Vivi com fascínio, sendo uma criança, o Mundial’82 e alegro-me que agora os meus filhos possam desfrutar também desta incrível experiência. O ano 2030 parece longínquo mas está muito próximo. A partir de agora vamos viajar juntos, incluindo como passageiros de carruagem Uruguai, Argentina e Paraguai, num comboio com destino à história. Será uma feliz e deliciosa viagem. Uma viagem intensa dos que deixam impressão digital clara e uma amizade eterna entre os povos.

Como dizia a canção, convertida em hino popular dos Jogos Olímpicos de 1992 (e que curiosamente jamais se interpretou nos ditos Jogos): "Amigos para sempre". Esse será o melhor golo que nos deixará este Mundial.

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