Opinião

Diana Gomes Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos

Adi

A função/missão que me entregaram não vinha com manual. Apenas me foi dada a informação de que, enquanto Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos e por duas vezes atleta olímpica, eu saberia o que e quando fazer. Neste contexto, vislumbrei uma prova de confiança que me orgulhou e ao mesmo tempo responsabilizou.

Feliz e ansiosa, antes da partida, agora numa posição completamente distinta da que antes conhecera, magiquei e arquitetei situações e probabilidades do que poderia surgir e como agir em consequência. Uma vez em Paris, apercebi-me de que todas estas conjeturas eram perfeitamente inúteis! Num próximo texto poderei abordar este tema…

A minha acreditação dava-me acesso a quase todos os locais onde os atletas estiveram, antes, durante e depois da sua competição. Com bastante ginástica temporal e nas mais variadas formas de transporte, consegui assistir à maioria das competições portuguesas, assim como estar com todos os atletas da Missão de Portugal a Paris 2024.

Vivi o êxtase de cada um dos nossos medalhados olímpicos. Senti, vivenciando, cada grito de esforço, partilhando aquele sonho. Comovi-me com a despedida da competição de carreiras com décadas de dedicação.

Foram cerca de três semanas em hiato entre o comum da minha vida e a excecionalidade do momento. Adida no título, mas, disseram-me, muito na substância. Quão grata!

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