Carta

António Carraça
António Carraça

O jogo económico

De acordo com notícia veiculada no Record, o futebol português foi, nesta janela de transferencias, o segundo país que mais beneficiou com a venda de jogadores para as cinco maiores ligas europeias. Com um lucro de 259 milhões de euros, atrás da França que arrecadou cerca de 436 milhões, os clubes e sociedades desportivas de Portugal assumiram mais uma vez as suas capacidades negociais e de ‘persuasão’ nesta Europa do futebol ‘consumidora’!

Desde os anos 90, enquanto treinador e depois já como presidente do Sindicato de Jogadores, defendo que o futebol profissional poderia ser uma das mais importantes, referenciais e lucrativas indústrias do país. Mas, para isso, deveria e teria de ser encarada e trabalhada de forma profissional, específica e organizada e liderada por gente conhecedora de todo o ‘processo’. Por profissionais com conhecimentos multidisciplinares nas variadas áreas onde o futebol se insere e se desenvolve como economia de mercado. Nunca esquecendo, a necessária experiência prática do jogo. A imprescindível necessidade de o entender e compreender. Sempre assumindo a importância que os sentimentos e, particularmente, a paixão, têm na sua evolução e na sua constante regeneração.

Formar de forma qualificada e estruturada é o caminho. E, mais do que o caminho, é a solução! Não existem modelos ideais. Não existem conceitos perfeitos. Existem, sim, projectos que se baseiam em pessoas que pensam e têm a coragem de seguir as suas convicções e a sua visão. E, cada vez mais, não só no futebol mas também na nossa vida ‘cá fora’ enquanto cidadãos, a qualidade das nossas decisões são determinantes para o nosso sucesso! Ou antes, para a nossa realização e felicidade...
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