O rasto da tempestade Kristin, aliado a dias de mau tempo, deixou muitos pavilhões desportivos em situação crítica, alguns praticamente destruídos. Coberturas arrancadas, infiltrações, estruturas comprometidas e equipamentos inutilizados obrigaram à suspensão de treinos e jogos de hóquei em patins, afetando clubes e centenas de atletas em todo o país.
A Federação de Patinagem de Portugal está ativa, atuante e solidária junto dos seus clubes, mantendo contacto permanente, acompanhando os danos e prestando apoio sempre que necessário. Em várias regiões, os pavilhões são o principal espaço para a prática do hóquei em patins, modalidade que depende de pisos adequados e de condições seguras para treinos e competições. A indisponibilidade destas infraestruturas compromete não só a atividade de equipas Sénior, mas sobretudo o desenvolvimento de escalões de formação, onde muitos jovens encontram disciplina, convívio e paixão pelo desporto.
A resiliência dos clubes tem sido exemplar, apesar das dificuldades, têm feito tudo para tentar retomar a normalidade, reorganizando treinos, recuperando equipamentos e mantendo viva a modalidade. O receio de que a recuperação dos pavilhões não aconteça rapidamente é crescente, pois a paralisação prolongada pode provocar danos irreparáveis, comprometendo anos de trabalho de clubes dedicados à formação e promoção do hóquei em patins.
Perante este cenário, cresce o apelo a apoios concretos. A reparação e, em casos graves, a reconstrução exige investimento e resposta rápida, garantindo segurança e permitindo o regresso à competição o mais depressa possível.
Mais do que simples edifícios, os pavilhões são o coração do hóquei em patins em Portugal, locais de encontro, formação e paixão. Recuperá-los é devolver aos atletas e às comunidades um ponto de referência vital, garantindo que a modalidade continue a crescer e a inspirar novas gerações.
