The Surge: Será mesmo o Dark Souls futurista?

Uma distopia em que muito fica por explicar

Passado num futuro em que o homem depende bastante de tecnologia para sobreviver, até para colocar máquinas à volta do seu corpo, The Surge tenta levar-nos por uma distopia em que muito fica por explicar, aumentando assim o interesse a cada desenrolar da narrativa.

The Surge apresenta desde cedo um bom sistema de armas e muito para se evoluir. O jogo nunca nos dá a necessidade de trocarmos de armas, pois conseguimos acabar o jogo com apenas duas ou três que vamos evoluindo, mas as opções de escolha são muito grandes. A isso junta-se um incrível leque de opções para os fatos, e aqui o jogo faz a diferença, porque é bastante importante irmos fazendo experiências e adaptar o nosso estilo ao que cada peça de armamento pode fazer.

Na parte técnica é um jogo dentro da média, nunca deslumbrando, quer visual, quer em termos sonoros, mas o seu design e os detalhes nos cenários são de aplaudir, sendo fácil perceber a história deste mundo.

Em termos de jogabilidade, o jogo nunca é perfeito, com algumas falhas que se repetem com frequência mas que nunca são importantes o suficiente para marcar o jogo. O sistema de combate é o grande trunfo do jogo, aproximando-se do estilo da saga Souls, apesar de não ter o mesmo brilhantismo, mas conseguindo ser um bom desafio e bastante estratégico. O problema está na inteligência artificial dos inimigos que muitas vezes parecem perder o instinto de sobrevivência, mesmo quando estão em vantagem. No entanto, o combate é bastante estratégico e apelativo, principalmente na forma como podemos escolher que zonas do corpo atacar, quer seja para matar, ou para ficar com as peças do inimigo.

Sendo um jogo com uma intensidade quase sempre elevada, o jogo raramente se foca na história. É verdade que os cenários conseguem contar uma história apenas com o que mostram, mas, sendo um jogo de ficção científica em que criamos tantas perguntas logo nas primeiras horas, é pena vermos que o enredo poderia ter sido melhor, principalmente porque existem muitas ideias originais neste jogo.

The Surge é um jogo que se foca na intensidade das batalhas e que acaba por não dar espaço ao enredo. Por vezes é previsível, por vezes surpreende, mas a história podia ser melhor. No restante, The Surge é uma agradável surpresa dentro dos sci-fi survivals que vos durará cerca de 35 horas, quase sempre com uma "agradável" tensão e bastante viciante.

Enredo: 3,5/5
Jogabilidade: 4/5
Som: 4/5
Gráficos: 4/5
Nota final: 4/5

Por Luís Pinto
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