Warhammer 4K: Dawn of War III

Estratégia e não só...

Dawn of War III é um jogo que arrisca em alguns aspetos e consegue sair vencedor, muito graça a uma campanha e evolução extensa e bastante focada na forma como controlamos os nossos heróis. O foco está na forma como os seus comportamentos influenciam os exércitos que os rodeiam.

Graficamente é um jogo bem conseguido, sem quebras e com muito a acontecer ao mesmo tempo, e é isso que gostamos. Explosões, corpos a voar, tiros e vários exércitos a movimentarem-se de forma inteligente e realista, misturados com inimigos gigantes, elevam a intensidade deste jogo, tornando-o frenético quando a ação se torna o centro das atenções. O que seria da estratégia sem uns momentos mais intensos?

Cada fação existente conta com várias características diferentes e bem pensadas, com uma construção e evolução inteligente e que nos permite explorar bastante o que o jogo nos oferece com alianças entre fações que no início até poderiam não parecer compatíveis mas que depois encaixam ao completarem-se na forma como podem explorar fraquezas inimigas e características de cenários. Infelizmente, os mapas não levam o jogador a explorar tudo o que cada exército permite fazer, pois não obrigam a uma estratégia muito apurada para se ganhar vantagem em certos locais. Por isso, aconselho todos os jogadores a explorarem por iniciativa própria tudo o que cada fação pode oferecer.

Com um sistema de evolução muito bom e variado, mas por vezes demasiado complexo e que me deixou quase sem saber por onde avançar, nos modos multiplayer a gestão de recursos torna-se fundamental para se atingir o sucesso, e é bom termos um jogo que não nos dá tudo com demasiada facilidade. O desafio é interessante e deve cada vez mais ser uma constante neste tipo de jogos. É preciso antever muito do que vai acontecer mesmo com recursos que podem parecer garantidos à partida. No entanto, com a grande escala de evolução possível no multiplayer, por vezes senti-me algo perdido por não conseguir visualizar tudo o que poderia estar à minha frente. Não é uma má sensação, mas alguns tutoriais poderiam ser adicionados.

Com a campanha a não aproveitar totalmente o que cada exército nos pode dar, o multiplayer torna-se o grande trunfo do jogo. Aliás, o single player, apesar de bom e divertido, funciona como um tutorial para o que iremos encontrar online.

A partir de um certo nível, DoW3 torna-se num grande jogo que pede antevisão da nossa parte e capacidade para criarmos boas estratégias. O seu grande defeito é mesmo o facto de os mapas, que no máximo dão para seis jogadores, serem poucos, apesar de diversificados. Para um jogo deste nível têm de existir mais mapas que aumentam a longevidade de um jogo que respira multiplayer. Afinal de contas, é aqui que queremos passar muito tempo!

Dawn of war 3 arrisca em alguns conceitos novos, aprofunda um bom sistema de evolução e combate e a sua jogabilidade não falha. Não é um jogo perfeito porque lhe faltam algumas coisas, mas mesmo não tendo o impacto que o jogo anterior teve em alguns aspetos, continua a ser uma boa escolha no seu género.

Enredo: 3
Jogabilidade: 4
Som: 4
Gráficos: 3,5
Nota final: 3,5

Por Luís Pinto
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Críticas

Notícias

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.