Carol Costa: «Ainda existe preconceito»

Jornalista do IGN aborda papel da Mulher no Gaming

É, provavelmente, um dos rostos mais mediáticos do Gaming no Brasil. A jornalista Carol Costa, atualmente ao serviço do IGN, é uma figura que dispensa qualquer tipo de apresentações. Na antecâmara do Dia da Mulher, falámos sobre o projeto "Play Like a Girl", que ajuda as mulheres vítimas de violência doméstica, e ficámos a saber como o 'bichinho' dos videojogos se entranhou desde tenra idade. 

1 - És uma das grandes figuras do universo do Gaming no Brasil. Como começou essa aventura e como foi conseguir crescer de forma sustentada, em termos de mediatismo e relevo, num meio que nem sempre é fácil, pela rapidez tecnológica que nos obriga a andar sempre a mil à hora?

Sempre joguei videogames, pois tive a oportunidade de ter consolas em casa desde cedo. Foi um hobby que me acompanhou durante toda a infância e adolescência. Quando comecei a cursar jornalismo, tinha interesse em seguir na área cultural, mas nem sequer havia pensado na possibilidade do jornalismo de jogos. Acho que era uma atividade tão quotidiana que na época não imaginei que se poderia transformar em profissão. Ainda durante a faculdade, comecei a escrever sobre games, quadrinhos e cinema em blogs de amigos e surgiu a oportunidade de estágio na área de produção de TV relacionada a games. O meu TCC foi um livro sobre jogos independentes e a produção desse material colocou-me em contato com outros nomes da indústria de games. Um desses nomes foi o Pablo Miyazawa, maior jornalista de games do país, que me chamou para apresentar o Daily Fix do IGN Brasil. E cá estou! [risos] De lá pra cá tenho tentado manter meu trabalho sempre ligado com o público. Por eu apresentar um programa diário de notícias, acaba sendo natural me manter informada.

2 - Dia 8 de março celebra-se o Dia da Mulher. No universo do Gaming ainda existe algum tipo de descriminação ou isso já são coisas do passado?

Sem dúvidas que ainda existe preconceito. É algo muito enraizado, não conseguimos quebrar de um dia para o outro. Por outro lado, tenho algum otimismo em relação a este assunto. Hoje vejo muito mais mulheres na área do que há quatro anos, por exemplo, que foi quando comecei. Mulheres a escrever sobre games, fazendo streams, se posicionando a respeito do tema... Isso sem contar as inúmeras mulheres que participam da indústria de games do lado de dentro: como produtoras, desenvolvedoras, ilustradoras... Sinto que nossa representação está crescendo a cada dia. E uma apoia a outra, uma mulher convida a outra a entrar nesse mundo. Eu fico imensamente feliz quando estou em eventos de games e encontro mulheres que acompanham meu trabalho e compartilham com outras mulheres.

3 - No teu percurso profissional alguma vez sentiste maiores dificuldades por seres mulher? Algum episódio digno de registo e que queiras partilhar?

A dificuldade já começa quando você é mulher e GOSTA do tema. Por muito tempo, games foram erroneamente considerados um assunto do universo masculino, e aos poucos a gente tem mudado essa perspectiva, como falei acima. Mas ainda há muita resistência de uma parte do público que acha que nós, mulheres, não devemos fazer parte desse universo. Como apresentadora, repórter e crítica, inúmeras vezes senti que eu precisava me provar na área. Provar que estou onde estou porque estudei para isso, me profissionalizei e, acima disso, porque jogo. Porque de fato jogo e AMO o que faço. 

4 - E como surgiu a possibilidade de fazeres parte do projeto "Play Like a Girl"? Em que consiste essa iniciativa e de que forma ajuda ainda mais ao equilíbrio de género?

Eu fui convidada pela influenciadora Letícia Marques para divulgar o projeto que é uma ideia dela com a Cooldown E-Sports. A iniciativa visa apoiar mulheres no cenário e principalmente mostrar que fazemos parte desse universo, sempre fizemos e dele não sairemos. Parte do valor arrecadado com venda das camisetas da campanha, será revertida para o Instituto Todas Marias, uma ONG que oferece amparo para mulheres vítimas de violência por parte de parceiros. 

5 - Como teu seguidor há muito tempo e fã do teu trabalho, não posso perder a oportunidade de uma questão mais direta - que jogo andas a jogar nos últimos tempos (por gosto e não por obrigação) e que jogo aguardas com ansiedade para jogar? 

Continuo passando boa parte do meu tempo livre em Overwatch. É minha principal forma de relaxar depois do trabalho (e me stressar um pouquinho quando o time não colabora). Mas além dele, tenho jogado Nier: Automata, que não tive a oportunidade de jogar antes. Um dos jogos que estou mais ansiosa para jogar é Cyberpunk 2077! Amo a temática e, pelo pouco que vi durante a Gamescom 2018, já gostei muito. Agora resta esperar a data de lançamento, uma das maiores agonias de quem joga... [risos]

Valeu Carol! Saudações e continuação de um excelente trabalho!

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Por João Seixas
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