God of War Ragnarok: O mito nórdico da paternidade

Kratos e Atreus surgem em excelente forma no novo capítulo

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God of War Ragnarok está aí e preparado para deixar os fãs da saga, e não só, colados à consola provaelmente até ao Natal. Um jogo com uma tremenda qualidade gráfica e uma narrativa que nos deixa a salivar, tal a profusão de conteúdos, ensinamentos e emoções. Mas vamos por partes...

Quatro anos depois voltamos a sentir as emoções de God Of War. Kratos e o filho Atreus estão a postos para muitas batalhas épicas mas é a relação entre ambos que serve de base para tudo o resto. A dinâmica pai/filho, com destaque para o facto do 'miúdo' estar a crescer, dão o mote para uma aventura memorável e que não vai deixar ninguém indiferente. 

É juntos que vão embarcar numa interessante visita aos 9 reinos da mitologia nórdica, ao invés dos anteriores 6, sempre com cenários de cortar a respiração. 'Mundos' impressionantes e que permitem a cada um de nós explorar a fundo tudo o que neles existe. E esta exploração é essencial para desbloquear recursos, armaduras e acessórios para as armas, algo que acaba por se tornar ainda mais cativante e nos obriga a atenções redobradas. 

No que diz respeito à jogabilidade, contamos com novos ataques e habilidades, sendo que o escudo é agora algo que não podemos descurar. Até porque tem uma mecânica muito própria - quando pressionamos L1 duas vezes seguidas quebramos a defesa dos adversários.

Realce importante para o facto de God of War Ragnarok ser o primeiro jogo da série em que o foco não está sempre a incidir sobre Kratos. O menino Atreus tem agora uma relevância e uma dinâmica próprias e sai definitivamente da sombra do pai. Aliás, optamos por não revelar algumas das vicissitudes relacionadas com o garoto, de forma a não 'spoilar' o jogo e permitir que todos os que comprem o jogo sejam verdadeiramente surpreendidos.

Aliás, nos vários momentos de sequência narrativa, onde podemos 'descansar' um pouco o comando, é fácil de perceber que os estúdios Santa Monica estão a 'tomar' conta do bebé' de forma muito plácida e poderão até ter grandes planos para ele no futuro.

Os fanáticos da saga vão ficar felizes com o que terão pela frente e poderão certamente usufruir em plenos dos geniais combates com os malfadados 'bosses', em duelos plenos de emoção e que nos parecem ainda mais desafiantes do que nos jogos anteriores da franquia.

Feitas as contas, este é um jogo que nos acarreta uma missão mais complicada do que os demais como analistas, uma vez que não queremos revelar mais do que devemos nesta fase. Ainda assim, a melhor forma de definir a qualidade de God of War Ragnarok é destacando que quem se deparar com o jogo pela primeira vez irá, muito proavelmente, querer jogar todos os outros. Os que já são fanáticos pela saga vão soltar uma lágrima de felicidade, porque este é um jogo do outro mundo. Mesmo...

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