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Será que matar animais diverte mesmo?
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Como sabem, os jogos do editor aparecem quase sempre por acaso. Desta vez aconteceu precisamente o mesmo. "Invadi" a PS Store para descarregar Tour de France 2016, Far Cry Primal, Hasbro Family Pack e Steep, quando me deparo com a imagem de Cabela’s African Adventures, um jogo onde o objetivo é... caçar.
Apesar de não ser muito adepto de dar tiros na cabeça de animais, tenho ligações familiares à caça e a África. Não foi por isso que apostei neste jogo, mas sim pela necessidade quase mórbida de entender como é que um estúdio de desenvolvimento considera que aquilo que pode funcionar no mercado é um jogo ao estilo safari, onde o objetivo é matar animais em risco de extinção.
Ainda duvidei uns minutos mas lá premi a "cruz" e descarreguei o jogo. Pouco depois já estava sentado no jipe, de arma em punho, a receber indicações de um senhor feudal que me dá ordens e que me foi dado a conhecer num trailer cinemático bem manhoso. Ele quer partes de uma escultura muito valiosa que está escondida... em tocas de animais. Nada mais verosímil...
Deixando as avaliações morais de parte, este jogo até tem alguma dimensão. O cenário não é dos piores, as opções de descoberta do mapa são interessantes e a jogabilidade precisa de ajustes mas ninguém morre por um ou outro erro que possa ter. Aqui a grande questão é outra – o que fazer para além de disparar indiscriminadamente sobre bichos? Depois de alguns minutos, apesar de termos a componente de descoberta, não existe nada mais para além de animais. E é só isso que podemos fazer...
Não vale a pena entrar na questão do "é muito errado existir um jogo onde temos de matar animais". Nos outros todos temos de matar pessoas e ninguém discute o tema, faz parte do status quo. De resto, este cabela’s African Adventures é bem menos violento do que qualquer GTA da vida. Mas falta algo.
Acho que por muitas linhas que utilize a tentar definir este título, só jogando se entende aquilo que nele acontece e forma como psicologicamente nos abalamos ou não com a carnificina. Ou então lendo um comentário, publicado num site especializado Metacritic, onde um utilizador descreve, com muito humor à mistura, aquilo com que o jogador comum se depara ao jogar Cabela’s African Adventures. Para mim, assenta que nem uma luva.
"Vamos ao essencial – este jogo é um lixo. E eu adoro-o. É como ver um filme de categoria B. Saloio e muito azeiteiro. Não vou negar, os gráficos são porreiros, a condução do veículo é péssima, as cutscenes são hilariantes e cheias de comentários racistas e misóginos. Basicamente matas todas as espécies em perigo do planeta. Mas tal como o EDF, Carmageddon ou Godzilla, passei horas bem divertidas com ele. Matei toneladas de leões, elefantes e outros bichos, para além de que nunca precisei de munições – são ilimitadas. O que foi bom? Regressar ao momento em que jogava jogos quando era miúdo. É refrescante jogar alguma coisa que não é calculada ao limite, moralmente correta e um Blockbuster de 5 estrelas. Não tenho relação alguma com caça, nunca mataria um animal mas adoro andar por África com a minha caçadeira. E é para isso que os jogos servem – para fazer coisas que nunca faríamos na vida real. E se gostam de filmes de ação ou terror dos anos 80, avancem! Mas não paguem mais de 15 dólares."
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