Ronaldo V-Football: Uma homenagem ao Fenómeno numa altura difícil

Completam-se 20 anos desde o lançamento do simulador com a imagem do brasileiro

Estávamos em maio do ano 2000. Os fãs de Ronaldo Nazário – não só adeptos do Inter – estavam ainda em choque com a lesão que o brasileiro sofrera no mês anterior, naquele regresso amargo à competição frente à Lazio. O joelho direito não aguentou e o futebol ficaria assim privado de um dos melhores avançados de sempre por mais de um ano.

No entanto, os adeptos puderam recordar Ronaldo nos relvados poucas semanas depois, ainda que de forma virtual. 20 anos depois, o Record Gaming revisitou Ronaldo V-Football!

Há quem diga que o timing de lançamento do jogo não foi o melhor devido à situação do jogador, mas havia que honrar os acordos feitos e PlayStation e Game Boy estavam ansiosamente à espera do título da PAM Development. E assim, a 20 de maio de 2000, Ronaldo V-Football via a luz do dia.

Três grandes e Seleção presentes

Curiosamente comprei a versão para a portátil da Nintendo em França, mas os sete idiomas presentes no jogo, entre os quais o português do Brasil, facilitaram a coisa. A imagem do jogo era Ronaldo vestido com a camisola da seleção brasileira e na banda sonora não podia faltar um cheirinho a samba.

Portugal

O simulador de futebol estava direcionado para seleções, mas também tinha diversos clubes, entre os quais os três grandes portugueses, ainda que sob nomes geográficos: Lisboa A (Benfica), Lisboa B (Sporting) e Porto (este conseguem adivinhar). No entanto, todos os nomes das equipas eram editáveis. Também a Seleção Nacional estava representada pela bela geração daquela época.

Nos modos de jogo encontrávamos uma partida amigável, as Taças Ronaldo (mini-torneios triangulares ou quadrangulares), taça (prova a eliminar) e liga (o formato de campeonato tradicional), havendo ainda espaço para um modo de treino.

A jogabilidade era… o que era para a altura, com gráficos bem longe da versão PlayStation. Em todo o caso, a música vinda das bancadas ajudava a disfarçar as falhas no desenrolar das partidas, que tinham dois níveis de dificuldade (fácil e normal). O jogo era suportado no Game Boy Color, o que melhorava bastante a experiência face à versão monocromática.

Um super Ronaldo

Ronaldo

Num jogo com o nome do Fenómeno, era de esperar que as suas estatísticas in-game fossem algo… benéficas para com ele. De facto, Ronaldo tinha 99 em diversos aspetos, como velocidade, resistência, agressividade, drible e passe. E quem não gostasse tinha bom remédio, porque havia outros simuladores até mais bem reputados no mercado. Mas este era especial e foi-o ainda mais naquela altura difícil da vida do jogador.

Por Luís Miroto Simões
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