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Este novo "Tomb Raider" está à altura do que de melhor a série nos foi oferecendo ao longo de todos estes anos
Se há videojogo e personagem que dispensam apresentações, eles são "Tomb Raider" e a arqueóloga britânica Lara Croft. A caminho de completar 17 anos desde o lançamento do primeiro título -- versões para Sega Saturn, PlayStation e computador --, o jogo originalmente desenvolvido pela Core Design transformou-se num dos mais bem sucedidos "franchises", com declinações na BD e no cinema.
As peripécias "vividas" por Lara Croft ao longo de todos estes anos talvez só tenham paralelo nos altos e baixos sofridos pelos diversos títulos, incluindo mudança de estúdios, jogos melhores e outros piores. Depois de algum tempo de ausência, a jovem britânica está de regresso e outra vez sob responsabilidade dos estúdios Crystal Dynamics numa produção/edição da Square Enix.
Num tempo em que os jogos de aventura na 3.ª pessoa têm nova referência -- Nathan Drake, de "Uncharted" -- ainda há espaço para Lara Croft, quando os "twists" dos vários argumentos até já a... mataram e ressuscitaram? A resposta é sim. Porque "Tomb Raider" continua a ser marca de enorme valor e porque este "reboot" parte de pressuposto interessante: "A survivor is born".
Traduzindo por miúdos, o que o novo "Tomb Raider" -- lançado no mercado este dia 5 de Março para PS3, XBox 360 e PC -- nos oferece é outra abordagem gráfica e um argumento onde participamos no processo evolutivo de Lara Croft, transformando uma jovem assustada numa mulher capaz de sobreviver nos ambientes mais adversos.
Os criadores apostaram num grafismo que nos aproxima de Lara (diríamos que está mais... crescida), misturando habilmente cutscenes com o desenrolar da ação. Para quem já jogou "Tomb Raider", é importante dizer que os "skills" de Lara não se perderam. Saltar, nadar, resolver puzzles, usar o cenário para evoluir no terreno, enfim, disparar e lutar. Aqui, o sistema vai buscar soluções utilizadas por exemplo na série "God of War", com as informações no ecrã sobre que tecla pressionar ou que joystick mover.
A história coloca Lara Croft numa misteriosa ilha (após um naufrágio) onde há restos de barcos e aviões de várias eras -- alusão ao triângulo das Bermudas --, bem como indícios de cultos sanguinolentos. E o ritmo da ação tem aquele toque essencial que nos faz querer avançar sempre mais um pouco, pelo menos até ao ponto seguinte de "save".
Em resumo, o regresso de "Tomb Raider" está à altura do que de melhor a série nos foi oferecendo ao longo de todos estes anos. E é por isso que vale um 17 na nossa classificação de 0 a 20.
*Quem adquirir a versão Xbox 360 será o primeiro, já a 19 de março, a fazer o download (no serviço XBox Live) de três novos pacotes de mapas multiplayer.
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