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Lost Legacy não conta com o herói icónico
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Nathan Drake é uma figura icónica no universo dos videojogos. Ao longo dos anos, a narrativa dos vários títulos da saga da Naughty Dog tem-se apoiado na alma delicodoce do herói, que intercala entre o registo guerreiro, essencial para este tipo de propostas nos videojogos, com o registo "sou um pai de família honrado e sério".
E é precisamente esta dicotomia que tem granjeado a Drake uma verdadeira legião de fãs e um inusitado sucesso da franquia, que já ultrapassou as barreiras do universo dos videojogos, arriscando caminhadas no cinema, nos jogos de tabuleiro, na arte e por aí fora.
De resto, a imagem de tipo simpático que não parte um prato, que galanteia senhoras com aquele olhar matador, intercalado com o homem que domina a arte da guerrilha e que consegue "voar" com uma corda, dá-lhe uma aura de MacGyver à qual ninguém fica indiferente, tal como também ninguém ficava indiferente com o herói mansinho interpretado por Richard Dean Anderson nas décadas de 80 e 90.
E não se pense que este carinho popular é comum a todos os heróis da indústria. Lara Croft também tem uma aura muito positiva e é bastante consensual, mas aparece sempre alguém a dizer que ela não devia andar com roupa tão decotada ou que é "uma estúpida", só por ser bela e perfeita. Todos gostamos do Agente 47 de Hitman, mas alguns acham que é demasiado sério. E por aí fora… Até o simpático Crash Bandicoot tem delatores e é só um boneco tonto que anda aos saltos.
Contudo, no caso de Nathan Drake, fora um ou outro "é demasiado mole", há pouco a criticar. Mérito da equipa que tratou da narrativa do jogo e que mais recentemente se viu na "obrigação" de afastar o herói da sua própria saga.
Em Lost Legacy vamos contar com uma dupla feminina, composta por Chloe e Nadine. E de Drake nem sinal. Não será este um tiro no pé da Naughty Dog? E se os seguidores da franquia não engraçarem com as miúdas?
Este foi um risco muito bem calculado e, por isso, quem domina o projeto acredita que ninguém dará pela falta de Nathan Drake.
"Sentimos que conseguimos concluir bem a história no Uncharted 4. Queriamos encontrar um novo lote de personagens que tivessem capacidade de continuar o legado do Uncharted", assume Shaun Escayg, diretor criativo do jogo.
O "chefe" Kurt Margenau, diretor do jogo, até foi mais longe: "Queremos que os fãs entendam que o Uncharted é maior do que o Nathan Drake."
A 22 de agosto vamos perceber se a coisa funciona ou não de forma correta sem o homem do olhar subtil, mas uma coisa é certa – este passo da Naughty Dog é vanguardista e, caso funcione conforme previsto, mostrará que apesar de terem "morto" uma personagem icónica, a saga vive por si própria e ai ficarão garantidos mais dois ou três episódios futuros das franquia.
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