Barboza é profissional pelo Arsenal e prevê: «Talvez o Benfica tenha uma ligeira hipótese»

Português de Gaia é vinga nos E-Sports pelos gunners e aborda a vida passada com o comando

RECORD - Quem é o Pedro Barbosa ('barboza' no Mundo dos E-Sports) e como passou ele a gostar de jogar Pro Evolution Soccer? Desde quando é que isso aconteceu?

Barboza - O Pedro Barbosa é um jovem de 26 anos, natural do Porto, residente em Vila Nova de Gaia, que vive o seu sonho de ser atleta profissional de eFootball.PES desde 2019, agora ao serviço do Arsenal FC. Eu sempre fui um apaixonado pelo futebol... A minha vivência com o Pro Evolution Soccer nasceu com a entrada da primeira PlayStation lá em casa, que por acaso até era do meu irmão, entre o ano 2000/2001, quando a versão do jogo ainda era denominada por International Superstar Soccer Pro. Lembro-me perfeitamente de termos os dois jogos de futebol (FIFA 2000 e o ISSPRO) e raramente jogar FIFA. A jogabilidade do PES era realmente muito cativante naqueles anos.

R - Eras viciado o suficiente para passar horas a fio a jogar? A família censurou-te de alguma maneira?

B -Sim, confesso que sim. Como qualquer criança que adora videojogos eu não fugi à regra. Quando era miúdo cheguei a passar muitas horas a fio a jogar. Nessas idades não temos a noção de que tudo o que seja em excesso, acaba por ser prejudicial. Mas é algo que com o tempo vamos aprendendo e lentamente fui reduzindo as minhas horas de jogo à medida que fui crescendo. Hoje em dia não passo mais que 4 a 5 horas por dia a treinar. Quando isto se torna profissional, felizmente acaba por existir um planeamento de treinos, em que as horas de trabalho, assim como as de descanso devem ser cumpridas. Naturalmente cá em casa ouvi imensas vezes coisas como "larga isso" ou "já não chega por hoje?" Mas não os critico por isso. O desconhecimento leva a que estes comentários sejam normais mas, esta "censura", acabou por ser ultrapassada no momento em que me sagrei Campeão da Europa em 2013. A minha família acabou por perceber que era algo importante para mim e para o meu sonho de um dia me tornar profissional. Naturalmente ficaram muito felizes com esta minha conquista.

R - Até seres campeão da Europa pensavas no PES como hobby ou já como algo mais a sério, onde sentias responsabilidade em tentar ser o melhor, para além do puro prazer de jogar?

B - O PES para mim sempre foi um hobby até ao momento em que assinei o meu primeiro contrato profissional com o Boavista FC em 2019. O título europeu em 2013 marcou claramente a minha carreira em todos os aspetos. Quando parti para Londres nesse ano, o meu objetivo na competição era adquirir experiência para poder continuar a evoluir. Só me apercebi que estava entre os melhores do Mundo quando venci o Europeu. Esse momento fez o 'clique' na minha carreira e permitiu-me sonhar com uma carreira profissional. Nunca senti nenhum tipo de responsabilidade ou pressão em ser o melhor do Mundo. Em tudo que faço na minha vida, sou a pessoa mais exigente comigo mesmo. Juntando o talento que tenho para o eFootball.PES mais o trabalho que realizo todos os dias, faz com que termine todos os meus dias com a sensação de dever cumprido. O prazer de jogar está todos os dias presentes, em cada treino, em cada análise de jogo, em cada matchday, em tudo relacionado com o jogo. Quando esse prazer deixar de ser superior ao do dia anterior, talvez será o momento para deixar esta vida.

Campeão da Europa em 2013


R - Como é que organizas o teu dia enquanto profissional de E-Sports? Preferes jogar em que altura do dia? Há uma preparação física e mental adjacente à tua profissão?

B - Durante três meses estive única e exclusivamente dedicado aos E-Sports. No entanto, a carreira de atleta de E-Sports é muito incerta, sendo que nunca sabemos se na próxima temporada iremos manter um contrato profissional. Por isso, em janeiro decidi aceitar uma proposta de uma empresa ligada ao setor aeronáutico, de forma a ter um emprego minimamente estável, sem nunca prejudicar em nada o desenvolvimento da minha carreira nos E-Sports. É algo que falta nos E-Sports, a estabilidade para que os atletas possam estar única e exclusivamente dedicados a isso. Neste momento, esse passo ainda está muito longe, pois o risco associado de ficarmos sem nada de um momento para o outro é grande. Na minha opinião, a melhor altura para treinar é durante tarde. Não gosto de jogar à noite, por exemplo. O nosso corpo e mente já não está a 100% a essas horas, e é fundamental estarmos nas máximas capacidades para atingirmos os nossos objetivos. O facto dos jogos da eFootball.PRO serem disputados a partir das 12h00 é perfeito para mim. Apesar de existirem vários riscos físicos associados aos E-Sports como problemas a nível articular e muscular, acredito que a preparação mental é o fundamental para ter sucesso nos E-Sports, pois acabam por ser jogos de estratégia, que fisicamente não exigem muito de nós, para além de bons reflexos, mas que psicologicamente acabam por nos desgastar bastante devido aos elevados níveis de concentração que tem de estar aplicados, um pouco à semelhança do xadrez. O aspeto mental é o fator mais importantes para termos sucesso nos E-Sports. A capacidade de nos adaptarmos às diversas situações que o jogo nos pode trazer, acaba por fazer com que nos seja possível ser mais vezes vitoriosos. Costumo dizer que 90% é jogo mental, os outros 10% é 'skill' pura.

R - Os teus treinos são preferencialmente online ou cara-a-cara? Há grandes diferenças entre as duas formas de jogar?


B - Sempre preferi jogar e treinar presencialmente. A essência dos E-Sports está no presencial e não no online. Na época 2019/2020 quando representava o Boavista FC, tínhamos bastantes sessões presenciais, uma vez que a equipa tinha residência numa área de 20 quilómetros e tínhamos à nossa disposição uma sala de treinos no estádio do Bessa. Infelizmente, com a pandemia, esses momentos acabaram por enquanto. Ainda que acredito que voltaremos a ter eventos presenciais esta época. Com a minha transferência para o Arsenal FC, tendo dois companheiros de equipa holandeses, (Yos "INDOMINATOR" Sonneveld e o Yan "INDOJAWA" Sonneveld) e residentes nesse mesmo país, torna-se praticamente impossível treinarmos presencial devido à pandemia. Sim, nota-se bastante a diferença entre as duas formas de jogar. Os servidores neste momento estão bastante desgastados e por vezes não estão nas melhores condições para a prática. Nos presenciais esses problemas não existem.

R - Sentes que é possível manteres-te como profissional desta área durante largos anos, que esta não se trata apenas de uma etapa da vida? Já disseste que os contratos não são longos.

B - Sem dúvida. Enquanto sentir que as minhas capacidades estão no máximo e existam projectos com o quais me identifique irei continuar esta caminhada. É uma carreira que está dependente dos resultados desportivos, daí a incerteza e insegurança dos contratos de apenas uma época, mas felizmente desde que me tornei profissional as coisas têm corrido bem. Em 2019/2020 terminei em 5.º lugar na eFootball.PRO com o Boavista FC, tendo sido considerado o melhor defesa da prova e o 2.º melhor artilheiro da competição. Está época com o Arsenal a responsabilidade é naturalmente outra. As ideias de jogo são também completamente diferentes, para além do que é um clube exigente pela sua história e que quer estar sempre na disputa dos títulos. Felizmente as coisas até hoje tem corrido dentro das expectativas e neste momento encontramo-nos na 3.ª posição da tabela, apenas atrás do FC Barcelona e do AS Mónaco.

R - Não te focas em apenas ser o melhor a cada dia que passa. Que projeto é a Barboza eSports Academy?

B - A Barbosa E-Sports Academy foi fundada por mim, juntamente com os meus antigos companheiros de equipa Bruno Duarte e Miguel Lopes, em janeiro deste ano. A missão da academia é ajudar a melhorar a prática de jogo de todos aqueles que pretendam trabalhar connosco, de forma saudável, equilibrada e sustentável. Isto, com o objetivo de ajudar no desenvolvimento do ecossistema do eFootball.PES em Portugal. Queremos ser uma academia de referência na formação de novos atletas de eFootball.PES, fazendo com que o desenvolvimento dos nossos atletas os permita representar a academia nas diversas competições da modalidade. Já ouvi diversos comentários de que poderei estar a ajudar os meus rivais a evoluir e que poderei ser ultrapassado por eles com o projeto da academia ao partilhar todo o meu conhecimento. Mas sinceramente, sou da opinião de que partilhar conhecimento, por mais básico que seja, é um dever. Daí ter nascido a minha academia.

R - São ainda poucos os profissionais de E-Sports em Portugal. Os jovens que se reveem em ti ou te abordam para perceber como chegar a ser um 'barboza' percebem que há um caminho longo para lá chegar?

B - Espero sinceramente que sim. Ainda para mais no caso do eFootball.PES, onde as oportunidades são mais escassas. Já chegamos a ter quatro atletas portugueses profissionais na modalidade mas neste momento eu sou o único.
Eu, para chegar a profissional, tive que esperar oito anos por essa oportunidade. Tento sempre passar a mensagem que uma carreira de atleta de E-Sports tem sempre altos e baixos, e que a resiliência é uma das características mais importantes para continuarmos sempre a lutar pelos nossos objetivos. Provavelmente, no meu lugar muitos tinham desistido, mas essa palavra não entra no meu dicionário.

R - Notas que há mais mulheres interessadas em E-Sports a cada ano que passa? É um meio, ainda, esmagadoramente ocupado pelo sexo masculino.

B - Sem duvida. Dia após dia há cada vez mais mulheres ligadas aos E-Sports. Antigamente via-se os E-Sports como uma coisa "só para homens", mas essa mentalidade está completamente errada. A prova disso é as inúmeras mulheres que já são profissionais neste ramo, e existe inclusive um evento de E-Sports Mundial única e exclusivamente dedicado ao sexo feminino, falo do GirlGamer E-Sports Festival. No eFootball.PES curiosamente conheci esta época a primeira mulher portuguesa dedicada ao jogo, a Yellow-Girl. Uma guerreira como poucos e que agora representa o Gil Vicente E-Sports.

R - Que jogadores (humanos) te deram mais prazer defrontar, seja nesta edição do jogo ou anteriores?

B - A época transata foi muito rica nesse aspeto. Primeiro porque estar no mesmo palco a defrontar o tricampeão mundial Usmakabyle (AS Mónaco) e o bicampeão Mundial Ettorito (Juventus FC), as duas maiores referencias mundiais de eFootball.PES, foram sem duvida dois grandes momentos na minha carreira, e algo que eu ansiava já algum tempo. No entanto, os nomes não ganham jogos e conseguimos bater-nos muito bem contra ambos, onde inclusive acabamos por vencer 1 jogo de forma categórica à Juventus por 2-0. Hoje em dia já é normal estar no mesmo meio que eles, e encaro isso de uma forma natural. Segundo, o facto de defrontar o Alex Alguacil (FC Bayern) foi muito especial. O Alex é um grande amigo, e cresceu no eFootball.PES comigo. Fomos colegas de equipa durante 2 ou 3 épocas nos Grow uP eSports e passado alguns anos, estarmos naquele palco como rivais foi de facto um momento muito bonito para mim.

Barboza representou o Boavista


R - É possível caracterizar o teu estilo de jogo? Há um padrão de PES para PES ou vai havendo grandes mutações?

B - Sim, tenho preferência pelo domínio da posse de bola, não gosto de andar a correr atrás da bola. Quanto mais tempo tiver a bola do meu lado, mais perto vou estar de marcar e mais longe vou estar de sofrer. No entanto, se apenas utilizar este estilo sem ter outras opções ou a capacidade e me adaptar ao que o momento de jogo está a pedir, não seria o jogador que sou hoje. Por muito que um estilo de jogo se identifique connosco, estamos errados se só soubermos fazer isso. A capacidade de adaptação ao momento é muito importante e a imprevisibilidade é a melhor arma que podemos ter. Quanto mais imprevisíveis formos, mais complicado é para o nosso adversário ler o nosso jogo. Naturalmente isto é um videojogo, e de ano para ano aparecem coisas novas ou coisas que já não funcionam tão bem como nos anos transatos. É importante identificarmos essas alterações o mais rápido possível e adaptarmos o nosso jogo a isso.

R - Jogas simuladores de futebol há mais de 20 anos. Se pudesses incluir uma ou mais características no jogo, neste caso no PES, o que é que seria?

B - Considero o PES2021, não um dos melhores da edição, mas um dos bons lançamentos da Konami. Creio que é fundamental melhorar a qualidade dos servidores, aumentar ligeiramente a velocidade do jogo. Com estes dois melhoramentos teremos tudo para ter um grande lançamento do eFootball.PES 2022, o que será o primeiro na PS5.

R - Para quem não conhece, como funciona a eFootball.PRO? 

B - A eFootball.PRO é a liga profissional de eFootball.PES em que os jogadores profissionais como eu, representam 10 grandes clubes europeus, em formato 3vs3. Esta temporada a liga é composta por Arsenal FC, FC Barcelona, Manchester United FC, FC Bayern, Juventus FC, AS Roma, Celtic FC, Galatasaray e os bicampeões em titulo AS Mónaco. A eFootball.PRO é disputada em 2 fases: uma primeira em formato liga, todos jogam contra todos com um jogo em casa e outro fora. Os 6 primeiros classificados classificam-se para o playoff de apuramento de campeão, que é disputado em formato a eliminar. Em jogo, está cerca de 1 milhão de euros.

R - Os E-Sports em Portugal, em particular os simuladores de futebol, estão a acompanhar as tendências do estrangeiro? O que é preciso fazer no imediato?

B - Ainda há um longo caminho a percorrer nos E-Sports em Portugal. Acredito que no momento em que os E-Sports sejam finalmente reconhecidos como Desporto, que os clubes comecem a olhar para os E-Sports com outros olhos. É verdade que já existem vários clubes com E-Sports, mas são muito poucos aqueles que olham para o eFootball.PES como uma escolha. Acredito que com os anos essa mentalidade vá mudar, mas é necessário ainda muito trabalho. Quer de parte dos atletas, que quando passam a representar um clube, devem dignifica-lo e ter sempre uma postura desportivamente correta e profissional, quer por parte dos clubes, que devem cumprir com todos os compromissos que assumem com os atletas.

R - Como portista, sonhas um dia representar o FC Porto nos E-Sports?

B - Sim, é verdade. Todos que me conhecem sabem que o FC Porto é o meu grande amor e que tenho muito orgulho em ser portista. Sigo o clube para todo lado sempre que me é possível e, somente a pandemia me impede de apoiar ao vivo o meu clube. Confesso que a minha carreira só irá ser realmente brilhante, se um dia me for concedida a oportunidade de representar o clube do meu coração. Trabalho todos os dias, com o pensamento que esse dia vai chegar.

R - Chegar à Seleção foi um objetivo realizado. Quem é o nosso Fernando Santos no PES? Conta-nos como tudo se processa.

B - Sem dúvida. Era muito importante para mim estar entre os pré-convocados para representar o nosso país no eEuro2021, uma vez que na época anterior por motivos familiares fui obrigado a abandonar o torneio de qualificação para ser selecionado. Neste momento o comando técnico da seleção portuguesa é composta pelo Armando Vale e pelo Francisco Quinzas, único português campeão do Mundo de FIFA. A convocatória final estará para sair em breve, mas estou confiante que vou estar entre os eleitos para defender as nossas cores. Na época anterior a prestação portuguesa foi uma desilusão, onde acabamos por não conseguir a qualificação para a fase final do eEuro2020. Este ano isso não pode acontecer, Portugal é um país que tem de estar sempre presente nas fases finais de todos os eventos e o eEuro2021 não pode fugir à regra.

R - Ser consagrado a efootball.pro é o teu objetivo de carreira? Acreditas que poderá estar perto de acontecer?

B - Sim, neste momento é o meu principal objetivo, sendo a eFootball.PRO a principal competição de PES, não descartando o importante eEuro e a responsabilidade que acarreta de representar o nosso país. Acredito claramente que vamos ser dos clubes que vão estar na luta pelo titulo. Até ao momento vencemos no mínimo 1 jogo contra os 4 rivais que já enfrentamos e isso dá-nos um claro sinal de que podemos fazer frente a qualquer um. No entanto, é preciso manter os pés bem assentes no chão, e continuar o árduo trabalho que temos vindo a realizar, e claro, sem nunca de deixar de sonhar pelo titulo porque acredito que é possível.

Barboza eSports Academy ajuda jogadores em iniciação


R - O Boavista foi o primeiro clube real que representaste ainda antes do Arsenal. Qual foi o balanço dessa primeira experiência? Que grandes diferenças existem entre representar um clube e uma organização como os Grow uP, algo que sucedeu antes de vestires a camisola do Boavista?

B - Os Grow uP eSports foram a fase mais importante da minha carreira, pois foi onde aprendi praticamente tudo sobre E-Sports e o eFootball.PES. Devo muito a essa casa e estarei eternamente agradecido pelos 8 anos que vesti aquela camisola. Obviamente quando assinei pelo Boavista a responsabilidade passou a ser outra, são realidades muito diferentes. O Boavista FC É uma instituição com uma vasta história no desporto nacional, um rival do meu clube de coração, mas que respeitei sempre e defendi do primeiro ao ultimo segundo que vesti aquela camisola. Felizmente conseguimos fazer jus a essa historia, com um honroso 5º lugar na época passada da eFootball.PRO, quando todos apontavam o Boavista como o principal candidato ao último lugar da competição.

R - Agora, pelo Arsenal, como está a correr a experiência? Quais são os teus objetivos até ao final da época?

B - Representar um clube histórico da Premier League como é o Arsenal FC, é bastante gratificante. Fui incrivelmente bem recebido e temos todas as condições necessárias para conseguirmos lutar pela eFootball.PRO. Naturalmente o objetivo principal passa por ficar nos 6 primeiros para conseguirmos um lugar nos playoffs. Neste momento encontramo-nos bem classificados no terceiro posto, mas com apenas 3 pontos de avanço do 7º classificado, o que diz tudo sobre o equilíbrio que existe este ano na liga.

R - O Arsenal não é uma equipa de topo no PES21 em relação a outras. É um handicap difícil de contornar para quem comanda a equipa?

B - A eFootball.PRO é jogada no modo balanceado, mas ainda assim há um handicap entre as equipas. Para se jogar em 3vs3 o poder físico é muito importante e os jogadores Arsenal FC não são dotados dessas características. No entanto, temos de ter a capacidade de tirar partido dos pontos fortes dos nossos jogadores e o nosso plantel é extremamente rápido. É algo que tentamos trabalhar de forma a tirar o máximo partido dessas características.

R - Já tiveste oportunidade de estar perto das superestrelas do Arsenal como o Aubameyang, Lacazette ou David Luiz?

B - Infelizmente não. Espero que os estádios possam abrir o mais rápido possível, para me permitir assistir ao vivo a um jogo do Arsenal no Emirates Stadium e conhecer as estrelas do plantel. O Aubameyang tem sido mais feliz connosco esta época, do que propriamente na vida real, talvez esteja a precisar de umas dicas nossas (risos).

R - No futebol real, estamos a meio da eliminatória entre Arsenal e Benfica após um 1-1 na primeira mão. Se fosse em futebol virtual, quem venceria?

B - Enquanto eu cá estiver a vestir esta camisola seria com certeza o Arsenal. Na vida real, uma vez que o Arsenal não está também a fazer uma das suas melhores temporadas, talvez o Benfica tenha uma ligeira hipótese de seguir em frente.

R - O que é que o Arsenal do Mikel Arteta pode ganhar esta época? Voltar à Champions e vencer a Liga Europa é possível?

Sinceramente com os resultados que temos visto esta temporada não acredito no apuramento para a Champions League. Acho que a melhor forma do Arsenal voltar à Champions, é mesmo apostar todas as fichas na Liga Europa, uma vez que o vencedor acaba por ter acesso direto à Champions e na minha opinião são dos clubes que tem uma boa probabilidade de vencer a competição.

R - Que jogador de futebol real gostarias de defrontar num videojogo?

B - Sem dúvida o nosso melhor do Mundo, Cristiano Ronaldo. Gostava de saber se ele é capaz de fazer no PES aquilo que faz na vida real.

R - Que mensagem gostarias de deixar a um jovem que sonha fazer carreira nos E-Sports?

B - Que lutem muito por aquilo que sonham e que nunca permitam que alguém lhes diga "não consegues". É fundamental procurarem primeiro uma boa formação para construir bons alicerces e depois há três coisas a fazer: trabalhar, trabalhar e trabalhar. Sempre de forma saudável, equilibrada e sustentável.

Por Flávio Miguel Silva
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