Pokémon Red/Blue: começámos a apanhá-los há duas décadas

Tudo começou no saudoso Game Boy

Numa altura em que começamos a ouvir rumores de que Pokémon poderá chegar à Nintendo Switch, e depois do boom gigantesco de Pokémon Go nos telemóveis do Mundo, é hora de recordar como tudo começou. Foi há cerca de duas décadas mas, tal como agora, bem na palma das nossas mãos.

Aos Game Boy japoneses chegava em 1996 a saga Pocket Monsters Red and Green, que chegaria à Europa apenas três anos mais tarde, nas versões Red e Blue, e já sob a abreviatura Pokémon.

Os bichos, que existiam em 151 espécies, estavam por todo o lado e a nossa missão era apanhá-los todos, slogan que acabou por popularizar-se e expandir-se para os desenhos animados que se seguiram. O resto já nós sabemos: um sucesso planetário.

Na altura comprei um Game Boy Pocket de propósito para jogar Pokémon. Tinha a versão Red, que era praticamente igual à Blue. O que as distinguia era a existência de alguns pokémons exclusivos em cada uma, pelo que só era possível ter os 151 fazendo trocas entre versões, através de um cabo que ligava dois Game Boy. Este cabo possibilitava ainda batalharmos contra um amigo, adicionando uma experiência multijogador a um título singleplayer de base.

Pokémon Red/Blue era fofinho. Comandávamos um personagem minúsculo no centro do ecrã, que viajava por um mundo semi-aberto. De cidade em cidade, íamos desafiando o líder dos ginásios e colecionando pokémons, treinando-os e ensinando-lhes novos ataques e habilidades. Voar e surfar estavam entre essas aprendizagens e possibilitavam ao jogador mover-se rapidamente para outros pontos do mapa.

O jogo consumia horas e horas da nossa vida, ainda que fosse possível guardar o nosso progresso a qualquer momento. Foi nessa altura que aprendemos a andar com um carregador atrás – as pilhas não duravam para sempre – o que deu muito jeito para os dias de hoje, em que um smartphone quase deixou de ser portátil.

Os diálogos do jogo eram todos por escrito e em inglês, o que terá dificultado a vida a muito petiz em Portugal. Mas se o inglês não pegava na cabeça dos miúdos, o mesmo não se poderia dizer da banda sonora do jogo, bem catchy, como se quer. Cada cidade tinha a sua própria música de fundo e as frenéticas melodias das batalhas também estavam bem conseguidas.

O jogo era, se quiséssemos, infinito. Mesmo depois de terminarmos a história, ainda nos faltava completar a Pokédex com os 151 bichos e tínhamos sempre a opção de repetir os combates com os últimos ‘bosses’.

Pokémon diluiu-se depois em vários outros jogos, mas nenhum teve, na minha opinião, a magia do primeiro. E é por isso que, ainda hoje, lá volto de vez em quando ao mundo dos bichinhos. O Game Boy descansa serenamente numa gaveta, mas os clássicos da velhinha consola da Nintendo estão disponíveis à distância de um clique. E valem bem a pena.


Por Luís Miroto Simões
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