Paralímpicos: Barreira formativa ainda por resolver

REDESPP quer promover o desporto adaptado e revela entraves de atletas e treinadores

O número reduzido de atletas, a ausência de estudos em torno do desporto adaptado e a falta de formação orientada para os treinadores são alguns dos problemas detetados pela Rede de Escolas com Formação em Desporto do Ensino Superior Politécnico Público (REDESPP). As conclusões foram retiradas na sequência dos estudos iniciados após um protocolo com o Comité Paralímpico de Portugal, assinado em dezembro de 2018.

Ora, a falta de atletas é já um dos temas muitas vezes referido pelo CPP, mas existem agora alguns motivos identificados. "Há uma preocupação ao nível da conciliação entre a vida desportiva, social, académica ou laboral dos atletas, dificuldades ao nível da acessibilidade aos locais da prática desportiva e também sobre o financiamento para o desporto da competição", relatam, a Record, via email, o presidente da REDESPP, José Rodrigues, e as coordenadoras da Comissão de Desporto Adaptado dessa rede, Anabela Vitorino (Politécnico de Santarém) e Helena Mesquita (Politécnico de Castelo Branco).

Mas também a própria falta da formação de treinadores é um fator identificado pelos atletas. "É necessário promover a realização de cursos de formação, destinados aos treinadores. Esta deveria contemplar a caracterização dos aspetos físicos, fisiológicos, psicológicos, sociais e emocionais, inerentes às diversas tipologias da deficiência", referem os responsáveis. Ainda nesse âmbito, é também preciso "promover estágios curriculares no contexto do desporto adaptado, a desenvolver nas diferentes escolas da REDESPP" e "organizar congressos, seminários e jornadas no âmbito do desporto adaptado".

De resto, os docentes sublinham que uma das metas passa por criar um interesse na população em torno do movimento. "Sensibilizar a sociedade é de extrema importância e, como tal, é um dos objetivos deste protocolo. Uma das atividades que mais contribuem para que isso possa acontecer consiste na realização do Dia Paralímpico. Para 2021, se a evolução da pandemia o permitir, pretendemos que este evento seja implementado por cada instituição de Ensino Superior da REDESPP, no mesmo dia e no mesmo horário", salientam. Em 2021, a REDESPP realizará ainda o seu 3.º Fórum na Escola Superior de Educação, do Politécnico de Coimbra, onde haverá um seminário dedicado ao desporto adaptado, e quer promover ações de formação à distância. Desta Comissão, refira-se, fazem parte 17 pessoas.

Por Rafael Soares
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