Gestão feminina faz a diferença na maratona
Corredores portugueses seguem a tendência mundial, mas a diferença registada é ainda mais acentuada
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Os homens podem ter os tempos finais mais rápidos, mas são as mulheres quem melhor sabe gerir o esforço para não entrar no chamado ‘burnout’ numa maratona. É essa a conclusão do estudo divulgado pelo portal Run Repeat, que após observar os resultados da última década das mais importantes maratonas do Mundo (Tóquio, Londres, Boston, Nova Iorque, Berlim e Chicago) percebeu ainda que apenas 8% dos corredores conseguiram alcançar o ‘split negativo’ (correr a 2.ª meia-maratona mais rápido do que a 1.ª). A tendência é clara: mais de 90% dos corredores acabam por quebrar na segunda metade da prova – normalmente após os 25 km –, mas a quebra é bem mais notória nos homens, que depois de passarem à ‘meia’ em pouco mais de duas horas (a um ritmo de 5,43 km), precisaram em média de duas horas e vinte para concluírem a segunda metade – a um ritmo de 6,4 km. Uma diferença de quase um minuto por quilómetro, que representa uma quebra de 14% entre a primeira e a segunda metades. Nas mulheres a quebra também é notória, mas bem menor. Se na primeira ‘meia’ as senhoras demoram em média 2.15 horas (a um ‘pace’ de 6,26 km), na segunda quebram até aos 7,16 de ritmo médio, para um tempo de 2.33h. Uma diferença de ritmo de 50 segundos por quilómetro, que representa 11,5% de ‘burnout’ entre uma ‘meia’ e a outra.