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A nossa análise do modelo de longa distância da marca alemã
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Uma das coisas que mais gostamos de fazer é encontrar aquilo que os ingleses apelidam de ‘hidden gems‘. Seja em cidades, na descoberta por ruas e ruelas a quem ninguém daria grande crédito, em restaurantes – gostamos imenso disso -, em provas e/ou em sapatilhas. No fundo, é encontrar algo que não tem um ‘hype’ exagerado – por vezes até nenhum -, mas que apresenta muito valor.
Gostamos de chegar a algo que não esteja já saturado, o que no mundo atual é verdadeiramente complicado de se conseguir, já que as redes sociais são uma mina de ouro para criar modas onde elas até não fazem sentido.
Por isso, quando invertemos essa lógica, ficamos até com uma sensação de realização pessoal. Por termos conseguido fugir da norma, escapar a modas e encontrar algo de valor mesmo não sendo tão mainstream.
Foi um pouco isso que nos aconteceu quando testámos estas adidas Adistar Byd. E que nos fez questionar aquilo que temos em título. “Mas porquê, adidas?” Por que razão a marca alemã não deu mais espaço mediático e atenção na promoção de um modelo deste calibre? Ok, não estamos a falar de umas super sapatilhas, mas tem atributos que podiam fazer dele um modelo bem sucedido. Especialmente num mercado em que cada vez mais se procura uma sensação maximalista, de conforto extremo.
As Adistar Byd ficam ali no mesmo território das Prime X3, mas com duas grandes diferenças. Três até. As duas primeiras são aquelas que fazem das Prime X3 um modelo ‘proibido’: as Byd têm 40mm de altura máxima de meia-sola e só têm uma placa de fibra de carbono, contra os 50mm e 2 placas das Prime X3. Depois outro dado importante. São bem mais baratas: 190€ contra 300€. Claro que não são iguais e, na comparação direta, perdem na responsividade, mas diríamos que dão uma melhor sensação natural, mesmo tendo 40mm de altura e uma placa de fibra de carbono.
As Adistar BYD chegaram-nos num ‘lote’ de respeito, juntamente com as Boston 13 e as Prime X3. Estas últimas tinham-nos encantado pela sensação de conforto e retorno extremos, mas aquele preço elevado e o stack elevadíssimo colocavam-nos reservas – apesar de termos gostado mesmo muito. A comparação, mesmo que talvez injusta, iria ser feita com as X3.
Numa semana, na preparação para as Maratonas de Osaka e Tóquio, fizemos 32 quilómetros com as Prime X3 e adorámos. Na seguinte, ainda mais carregados de pernas, usámos as Adistar BYD para 34. O trabalho de ‘core’ era o mesmo, mas com mais 2 quilómetros a ritmo vivo. E a forma como estas sapatilhas nos responderam foi bastante digna. Notou-se que o retorno de energia não é tão explosivo. A meia-sola e a placa – aqui é só uma… – não devolvem cada passada com tanta eficiência. Mas o retorno está lá. E, melhor de tudo, é um retorno bem mais natural.
O que torna este modelo uma excelente opção de entrada no segmento das placas. Se estão a ler este artigo e têm em mente comprar o vosso primeiro modelo com este recurso, se entrarem por aqui dificilmente se arrependerão. Não, não vão ver mil e uma publicações de influencers a dizer que são as melhores sapatilhas do mercado e que vão correr por vocês, mas levam um modelo que vos dará algo honesto.
E por algo honesto dizemos simplesmente: uma corrida estável, divertida e com um bom retorno de energia. E, melhor de tudo, um modelo claramente feito para durar. Tanto no tempo, para muitos meses, mas também para resistir a longos treinos. Sejam eles a ritmos como aqueles que fizemos neste dia de treino de teste final (30k a 4’28/km, 1k a 4’10/km e 1k a 3’55/km), sejam a andamentos algo mais lentos, em torno dos 5’00/km.
Ah! Antes que seja esquecido. Não olhem demasiado para o valor do peso. Os 301 gramas estão lá. Não há como escondê-lo, mas a forma como a espuma devolve energia faz com que essa sensação de peso pesado nem se sinta tanto. Se corremos abaixo de 4’00/km com 32 quilómetros nas pernas será por algo…
Tudo isto graças essencialmente à forma como a adidas desenhou este modelo na meia-sola. No patamar superior, a espuma premium Lightstrike Pro, aquela que vemos nos modelos de topo da marca (ainda que aqui menos avançada em termos de fórmula); a meio uma placa de fibra de plástico (com injeção de carbono) totalmente plana; e numa camada inferior a espuma Repetitor 2.0, idealizada para resistir a longas distâncias sem perder as propriedades de amortecimento.
Tudo junto, levamos resposta, amortecimento e estabilidade. Tudo no ponto certo.
Do ponto de vista visual, as Adistar BYD chegaram-nos em ‘Cloud White / Lucid Lemon / Core Black’. Uma combinação de cores digna dos meses de verão, com tons alegres e vivos. O branco domina, mas os toques azulados e fluorescentes animam o conjunto. Estamos nos meses de frio e não tivemos grandes chances para testar na prática a respirabilidade, mas não nos pareceu nada de problemático.
Ao contrário da língua. Demasiado curta, obriga a ter um cuidado extra na hora de atar os cordões. Uns cordões que, já agora, também não são propriamente um grande acerto.
Esses serão, mesmo assim, os dois pontos menos bons deste modelo em termos de upper. Porque tudo o resto parece bem conseguido. Tanto a estrutura que nos é dada pelas três riscas do símbolo da adidas, ou também a estabilidade que o reforço do calcanhar consegue providenciar. Algo que torna este modelo em algo perfeito para quem necessita um pouco mais de estabilidade e suporte.
A adidas não poupa na colocação de borracha de contacto na zona da sola e isso também ajuda bastante a que este modelo não seja leve. Mas, por outro lado, garante muita durabilidade e uma tração satisfatória. Não vamos dizer que é de topo, porque nesse tal treino de 34 quilómetros tivemos ali um pequeno susto numa passagem um pouco mais escorregadia. Se calhar com outros modelos aconteceria o mesmo, mas naquele momento tirámos uns pontinhos (poucos) na nossa análise.
Esta sola conta com uma parte frontal com bastante presença do composto Continental e, no calcanhar, temos também uma parte com injeção de borracha de alta resistência.
Como dissemos acima, este modelo é uma excelente opção de entrada no segmento das placas de fibra de carbono. Contudo, a diferença aqui é que a placa não é tão agressiva quanto as que vamos vendo por aí e isso permite-nos ter uma corrida bem mais natural. Natural, estável, confortável e, acima de tudo, divertida. Que é isso que todos procuramos no mundo da corrida.
Por 190 euros, é um modelo mais barato do que praticamente todos concorrentes, ainda que poucos sejam capazes de dar as sensações que aqui temos. Um modelo comparável será, por ventura, o HOKA Mach X3, que aparece algo mais leve, mas que não tem uma sensação de corrida tão natural como a destas Adistar BYD.
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