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A nossa análise ao modelo maximalista da marca alemã
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Ilegal.
“adjectivo de dois géneros
Não legal; contrário à lei.”
É assim que o Priberam define a palavra “ilegal”. O adjetivo comummente associado a estas adidas Adizero Prime X3 Strung. A razão? Duas bem claras: a altura máxima da meia-sola e, também, o facto de haver duas placas de fibra de carbono nessa zona. Qualquer uma delas valeria desde logo o selo de ‘banido‘ de competição. Se são as duas… pior ainda.
Mas tudo isto apenas se aplica a quem compete por pódios, vitórias ou, quando muito, nas provas do IronMan, que habitualmente apuram um determinado número de atletas para a sonhada final em Kona. Para os comuns mortais, usá-las é algo perfeitamente possível, não acarretando qualquer proibição. Um preâmbulo necessário para desmistificar, desde já, aquilo que muitas vezes se diz, lê e escreve sobre este modelo.
Se elas dão assim tanto benefício em prova? Diríamos que, provavelmente, apenas numa de longa distância, de maratona ou superior a isso. Em meia maratona e menos, onde o peso (a mais) faz a diferença e a responsividade não é tão grande, consideramos que o benefício é diminuto.
Sim, porque as Prime X3 não são leves. Os 285 gramas são um número mais digno de um modelo de alto amortecimento do que propriamente de um racer e isso desde logo faz colocar a cruz na hora de usá-las quando queremos bater o cronómetro em provas mais curtas.
Uma sensação distinta
Correr com este modelo é literalmente fazê-lo em cima de um colchão que tem umas molas. Claro, não correm por nós, mas com o ritmo certo conseguimos rolar a ‘paces’ bem mais altos com um menor esforço. O ‘sweet spot’ surgirá ali pelos 4’30/km e abaixo disso, ficando uma ideia de que quanto mais longo o treino é melhor acaba por ser a sensação de conforto e responsividade extremas.
Com 50mm de altura máxima, são o modelo do mercado (pelo menos dos que estão amplamente disponíveis) que mais espuma tem na sua estrutura base. O Lightstrike Pro de A-TPU, o mesmo composto que temos nas adidas Adizero Adios Pro 4, numa primeira camada e o Lightstrike Pro de TPEE, que já vimos nas adidas Adizero Adios Pro 3, numa segunda. Pelo meio a marca alemã coloca não uma, mas duas placas de fibra de carbono, o segundo aspeto proibitivo desde modelo. Em cima uma placa rígida, em baixo, em formato de colher, os Energy Rods 2.0.
É o único modelo do mercado com este recurso e explicação passa não tanto pelo retorno de energia, que a espuma dá e com fartura, mas antes pela necessidade de estabilizar toda esta monstruosa estrutura. Sem a segunda placa, provavelmente toda a altura acabaria por tornar estas Prime X3 num dos modelos mais instáveis do mercado. Era difícil ser de outra forma. Com duas, a estabilidade é incrivelmente elevada, mesmo em viragens apertadas e/ou piso molhado.
Um upper que respira livremente
Este é um dos raros modelos com formato meia que nos agradou. Não somos fãs deste tipo de construção, mas a adidas conseguiu fazer aqui algo praticamente perfeito. A malha é elástica o suficiente para permitir ao pé ajustar-se e, melhor do que tudo, o calcanhar tem uma estrutura perfeita para não sentirmos qualquer tipo de instabilidade. Nessa zona, para evitar roçaduras tendo em conta o material algo minimalista da sua construção, a adidas aplica duas pequenas almofadas de material acolchoado, que garante um conforto extra nesta zona sempre crítica.
Outro dado que destacamos – e que nos surpreendeu – foi a ventilação global do upper. Especialmente porque, a uma primeira vista, seria tudo menos respirável. Contudo, pela forma como está construído, este upper STRUNG consegue dissipar o calor de forma muitíssimo efetiva, mantendo o pé sempre fresco, mesmo em temperaturas mais altas.
Sola agarra de forma impressionante
Testámos este aspeto num dia bem complicado e a nota foi amplamente positiva. No menu do dia tínhamos um dos treinos mais longos dos últimos tempos: 32 quilómetros, com 28 a ritmo ligeiramente mais lento do que maratona (4’30/km) e 2 em torno do de meia maratona (4’00/km). O clima? Chuva e vento. Este último não influenciaria muito a análise desde dado, mas o primeiro era fulcral. E como se comportou esta sola em piso molhado? O treino passou por asfalto, terra batida, madeira (de uns passadiços) e até alguns pontos de empedrado. Em todos eles, sem exceção, a borracha da sola agarrou na perfeição e em nenhum momento tivemos de levantar o pé para controlar as nossas passadas. Do ponto de vista da durabilidade, o gasto é praticamente nulo e entendemos que estão aqui umas sapatilhas para durar… e muito!
Tudo isto graças a dois compostos diferentes. A maior parte da superfície coberta de LIGHTTRAXXION e uma pequena, mas bem eficaz, inserção de Continental na zona de maior contacto do pé a cada passada.
Se valem a pena? Depende essencialmente da carteira de cada um. O preço é o maior elefante na sala quanto a este modelo. Mais ainda do que a altura monstruosa da meia sola ou do peso. Isso são pormenores. Agora os 300 euros de preço recomendado, mais alto do que umas sapatilhas de placa de competição, torna este modelo num objeto quase de luxo. Um capricho. Mas um capricho que, se pudermos ter, nos vai dar uma sensação de corrida absolutamente única. Para quem corre longas distâncias, para quem acumula longos a ritmo de maratona e quer acabar com as pernas fresquinhas, mesmo com treinos de 30 quilómetros para cima, este é um investimento que fará sentido. Desde que, claro, a carteira o permita. Se não permitir… é esperar pelos saldos ou olhar para outras opções mais baratas. Não há nada igual no mercado, é certo, mas há modelos que se aproximam um pouco na sensação, nomeadamente as Puma MagMax NITRO 2.
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