Adidas UltraBoost 21: um clássico que nunca falha

Modelo da marca alemã está mais pesado (do que nunca), mas isso não lhe retira brilho

Há três coisas certas na vida: a morte, os impostos e... a cada ano a Adidas lançar no mercado uma nova versão dos UltraBoost. É óbvio que isto que escrevemos como introdução é um exagero, mas a verdade é que já estamos efetivamente habituados a ver a marca alemã lançar, ano após ano, uma evolução daquele que é para muitos um ícone e um fiel amigo de corridas de há vários anos para cá. Não é um modelo que siga a tendência recente, mais focada na rapidez, na obtenção de tempos fantásticos, mas isso não faz dele um modelo menor. Bem pelo contrário.

E a verdade é que, ano após ano, a Adidas consegue colocar no mercado um modelo que nos faz colocar as mesmas questões: como é que este UltraBoost continua a ser tão pesado (quando lhe pegamos com as mãos), mas que quando o calçámos parece que não pesa tanto quanto isso? É uma dúvida que, confessamos, nos assolou ao primeiro contacto. Primeiro pensamos "bolas, isto é mesmo pesado!". Depois, quase por magia, "bem, se calhar não é assim tanto". De tal forma que até fomos à balança ver se estávamos corretos.

O peso (365g no 43 1/3) está lá e torna este UltraBoost 21 num dos mais pesados deste segmento, mas a verdade é que todo esse peso é de certa forma minimizado por aquilo que a corrida com ele nos dá. É quase como se um qualquer efeito antigravitacional estivesse em ação. Não é o caso, mas podia ser... Colocando as coisas em perspetiva, em comparação com outros modelos, quando corremos parece que estamos com um modelo na ordem dos 300 gramas ou abaixo disso. Não nos perguntem como ou porquê, mas foi isso que sentimos. E passada esta primeira introdução, que já serviu para apresentar a nossa impressão quanto à corrida e ao que sentimos, passemos à tecnologia e especificações.

'Upper' de mais para menos

A tal leveza (aparente) que falámos há pouco sente-se também por conta da forma como o nosso pé encaixa nas sapatilhas. Com uma zona interior pensada para ser sentida como uma meia, apresenta uma malha bastante elástica e flexível - possui um Primeknit de apenas 1,9mm -, o que tem os seus pros e contas. Para quem gosta de ter os pés soltos, perfeito. Para quem gosta de os ter bem presos ao longo da corrida, isso pode ser um problema. O que não é problema é mesmo a respirabilidade do 'upper'. Por ser bastante fino - os tais 1,9mm de Primeknit -, permite a circulação do ar nos pés mesmo em temperaturas mais elevadas.

Passando da frente para trás, falemos da zona do calcanhar. Aqui a Adidas opta por um redesenhar completo da zona do contraforte, removendo aquela sensação por vezes agressiva de 'lock' nesta zona. O pé continua a estar bem sujeito, mas sem o sentirmos excessivamente preso, o que acaba por ser algo natural e muito bem pensado tendo em conta toda a sensação de meia do resto da sapatilha, que nos mantém o pé preso enquanto corremos, imune a qualquer susto.

A fechar a zona superior, não há como não apontar o dedo a toda a 'jaula' que está pensada para os atacadores. Sendo um modelo com formato de meia, que por si prende bastante bem o pé, por que razão há a necessidade de colocar uma enorme placa para apertar os cordões? Ainda para mais, pelas contas que vimos, quando em conjunto pesa mais de 20 gramas... Se há algo a rever para o futuro, o mais urgente é mesmo esta configuração.



Boost, ainda mais boost

O nome UltraBoost 21 indica desde logo que a estrela da companhia está na meia-sola. A já famosa e super bem sucedida espuma produzida pela Adidas. E aí a marca alemã não poupa e opta por aumentar em 6% a concentração de cápsulas de Boost, o que se traduz naturalmente num aumentar do retorno de energia. E isso não é só publicidade para promover o modelo. Sentimos mesmo esse retorno. Basta aumentar um pouco o ritmo e notamos naturalmente que temos uma reação superior da meia sola para nos fazer correr mais, melhor e mais rápido.

Para lá desse retorno de energia, a meia-sola também nos oferece um amortecimento de realce, permitindo que esta seja uma excelente escolha para aqueles treinos em que uma estrutura adicional de suporte é necessária. Basicamente estas UltraBoost 21 são uma ótima escolha para treinos regenerativos/recuperação ou até de corridas mais longas a ritmos mais lentos. Se for para correr mais rápido, por mais tempo, aí a marca alemã tem outras opções bem certeiras, como a gama Adizero, desde os Boston aos Adios Pro.



Sola para dar e vender (e ainda ficar com sobras)


Da meia-sola passamos para a sola e aí não há como não entrar nos elogios logo a direito e sermos curtos e diretos. Com uma sola Stretchweb com borracha Continental, estas sapatilhas prometem e dão um agarre ao solo de elevado nível em qualquer tipo de pisos, sejam eles molhados ou secos, de terra batida ou em alcatrão. A questão da durabilidade também é praticamente garantida, especialmente tendo em conta que temos aqui uma borracha Continental de elevado grau de qualidade. Nota 10!



Cores para todos os gostos


O visual destas UltraBoost 21 não vai agradar a todos, especialmente pelo formato maximalista ao jeito da Hoka One One, mas ninguém pode acusar a Adidas de não dar opções para todos os gostos no que às cores diz respeito. Desde o casual branco ou negro, passando 'berrante' amarelo fluorescente ou ao vermelho, no total a marca alemã colocou no mercado 16 combinações de cor para que (quase) todos os gostos estejam cobertos pela oferta. No nosso caso, recebemos um modelo totalmente branco, que só tem o senão de se sujar muito facilmente. Mas esses são ossos do ofício e aí... nada feito.

Ficha técnica

Peso: 365g (masculino 43 1/3)
Drop: 10mm (20,5/10,5)
Preço de lançamento: 180 euros
Tipo de pisada: neutra
Ideal para: treinos regenerativos/recuperação a ritmo lento. Treinos e provas longas a ritmo lento. Pode ser utilizado também de forma casual

Por Record
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