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Modelo da marca japonesa está efetivamente muito diferente em relação ao primeiro
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Quando no ano passado testámos as Magic Speed originais, a sensação que tivemos foi um pouco de sabor agridoce. Eram umas sapatilhas à antiga, com uma sensação de contacto com o solo como já não se vê no mercado, mas a verdade é que parecia faltar alguma coisa. 'Alguma coisa' que agora estamos cada vez mais habituados a ter: um pouco mais de retorno de energia, mas também amortecimento. Isso fez-nos na altura elogiá-las, mas com um asterisco por conta da distância nas quais seriam uma opção segura a apostar.
Um ano passou, chegou a segunda versão e, agora sim, vamos falar de algo bem diferente. Visualmente... a diferença é da noite para o dia. As MagicSpeed já não são as sapatilhas baixinhas do passado. São mais um modelo bem à imagem das MetaSpeed. O que, parece-nos, sempre foi a ideia da ASICS. E com essa mudança de perfil veio também um modelo mais responsivo, com maior amortecimento em comparação com o primeiro e uma maior sensação de retorno de energia. É mesmo uma diferença enorme do primeiro para o segundo modelo!
Igual continua a ser e leveza (230 gramas), pese embora o ganho considerável na altura da meia-sola, que agora passa a ser de 31mm/24mm, o que nos dá um drop de 7mm. Estão um pouco mais à imagem das supersapatilhas que agora vemos por aí de forma abundante nas estradas, mas sem ser, na prática, umas supersapatilhas. Para isso estão lá as MetaSpeed.
E a verdade é que as semelhanças entre os dois modelos param efetivamente no aspeto visual. A espuma de meia-sola é diferente (Flyte Foam Blast+ e não a Flyte Foam Blast Turbo), dando menor responsividade e amortecimento em comparação com o topo de gama. Há também a questão dos materiais utilizados, que no caso das MetaSpeed estão voltados única e exclusivamente para a performance, ao passo que aqui há uma atenção ao um equilíbrio entre performance/durabilidade. Mas, claro, é o preço a (não) pagar por um modelo que na carteira será bem mais simpático: 180€, contra os 250€ das MetaSpeed. Ainda assim, não deixamos de ver este ponto como algo negativo, já que houve um aumento de 20€ em relação à v1.
Ainda na meia-sola temos também uma das grandes diferenças do primeiro para o segundo modelo, já que a placa de fibra de carbono nas Magic Speed 2 é a todo o comprimento, ao contrário das 1, que tinham esse recurso apenas do meio para a frente. Ora, com uma placa a todo o comprimento, uma espuma responsiva e um perfil agressivo, a receita fica logo dada para umas sapatilhas rápidas. E são. Mesmo! Mas, claro, temos de meter ritmo nas pernas para isso, porque as sapatilhas não correm sozinhas. Essa sensação de corrida mais rápida é facilmente percetível quando tentamos aumentar o ritmo ou saímos de alguma viragem. Aí é fácil sentir-se que a sapatilhas nos responde como queremos.
Nota também para a zona superior das sapatilhas, que está bem mais confortável do que o primeiro modelo, o que não deixa de ser curioso tendo em conta que, mesmo assim, a leveza continua lá. Este 'upper', por outro lado, destaca-se também pela sua respirabilidade e também pelo facto de, segundo a ASICS, ter sido feito com "pelo menos 50% de materiais reciclados para reduzir o desperdício e as emissões de carbono".
Fazendo um balanço em jeito de comparação, se as Magic Speed originais nos pareciam apenas recomendáveis para distâncias até à meia maratona (e com muito cuidado...), a sua evolução já nos faz olhar com uma outra segurança à longa distância. Até mesmo à maratona. Isto, claro, se a mesma for feita num ritmo médio/alto, por volta dos 4'30/km. Mais lento do que isso, em especial com o passar dos quilómetros, os benefícios serão praticamente nulos. São um modelo rápido, que pode render muito bem tanto em treinos de séries (longas ou curtas) como em fartleks ou 'tempo run'.
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