Carbon X2 e Rocket X: a dupla aposta da Hoka One One na fibra de carbono

Dois modelos contam a inovadora tecnologia, mas têm propósitos distintos

Quando há mês e meio se lançou à aventura de bater o recorde do Mundo dos 100 quilómetros, Jim Walmsley sabia que tinha duas missões. A primeira era essa óbvia: bater o recorde do Mundo. A outra, por compromisso publicitário com a Hoka One One, a marca que o apoia e que criou o próprio evento, era apresentar da melhor forma a sua nova joia da coroa, as sapatilhas Carbon X2. E se o recorde ficou por bater por escassos 11 segundos - foi uma verdadeira crueldade! -, a verdade é que, mesmo assim, ali naquele desafio Walmsley conseguiu colocar nas bocas do mundo aquele modelo especialmente criado pela marca francesa. Não cumpriu a missão por completo, mas apresentou-o e mostrou os seus atributos.

Praticamente na mesma altura em que o norte-americano as colocava na estrada para fazer 100 quilómetros de uma vez só, Record também as recebeu e, a um ritmo mais lento - tanto no ritmo como o tempo necessário para tal -, também superou os 100 quilómetros (em várias corridas, claro está). A curiosidade era muita, mas foi de mente aberta e com sentido crítico apurado que as testámos ao longo de várias semanas. E fizemos mais: não só testámos as Carbon X2, como também as colocámos em comparação com o outro modelo com placa de fibra de carbono na meia sola, as Rocket X. Foi um 'dois em um' que permitiu perceber que, mesmo tendo como cartão de visita a já famosa placa, é possível encontrar-se modelos com propósitos e sensações distintas.

O 'anti' competição

Comecemos pelos Carbon X2. Com 247 gramas no modelo 42 masculino, chamam desde logo à atenção por isso mesmo, pelo seu peso nada habitual em modelos de competição. Mas só quando falamos em competições dos comuns dos mortais e não de provas de ultradistância. Na prática, daquilo que pudemos testar, este modelo é a escolha ideal para os treinos mais longos onde temos de colocar um pouco de ritmo e onde necessitamos de um extra de amortecimento para aguentar o passar dos quilómetros e para provas acima da meia maratona.

Olhando às suas características específicas, destacamos o conforto em comparação com o modelo original, algo que no nosso caso se notou ainda mais pelo facto de o pé ficar bem mais seguro em relação ao anterior. Analisando precisamente em comparação ao Carbon X original, há também a destacar a diferença na zona do calcanhar, que deixou de ter a já famosa 'alça' e passa a ter um desenho similar a muitos modelos da concorrência. Nesta sua segunda versão continua a ser relativamente respirável e a malha superior parece ser bem resistente.

Mas como nem tudo são propriamente rosas, temos também de apontar alguns pormenores menos bons. O peso que falámos há pouco pode ser um deles, mas na verdade entendemos que seja se calhar o menos 'grave'. No nosso entender um dos pontos negativos deste Carbon X2 é mesmo a tração, já que em treinos com piso molhado ou piso com gravilha tivemos alguns sustos... valentes. Há ainda relatos de alguma falta de estabilidade lateral, mas a verdade é que não o sentimos.




A bala da companhia

Se os Carbon X2 assustam um pouco pelo seu peso e até pelo seu formato algo 'grande', as Rocket X são o seu total oposto. Visualmente são um puro modelo de competição, o peso atesta-o (210 gramas) e as sensações confirmam-no. São efetivamente um peso pluma, que mal se sentem nos pés e que, com a ajuda da placa de fibra de carbono, nos auxiliam a ter bom rendimento em esforços rápidos e mais curtos.
Ao contrário dos Carbon X2, nestes Rocket X a sensação de contacto com o solo é bem maior, o que nos dá uma maior noção daquilo que estamos a fazer. E mesmo sendo mais baixo no perfil - são 3mm de diferença -, continuamos a ter algum amortecimento, ainda que tenha menos do que o outro modelo. Outra diferença em relação aos Carbon X2 passa precisamente pelo maior controlo da corrida pela estabilidade extra que nos dá correr um pouco mais 'abaixo'. De notar ainda o conforto da zona superior, que apesar de ser típica de modelo de competição não se torna em momento algum desconfortável. Tem um bom ajuste, é respirável e a malha é resistente apesar de fina.




Olhando a pontos negativos, o maior que encontramos passa essencialmente pelo possível 'bloqueio' a distâncias superiores à meia maratona. É que, por terem um amortecimento inferior aos concorrentes, este modelo não é recomendável para a longa distância, já que o nível de proteção será inferior, o que se fará sentir tanto na performance como na recuperação.

Ainda assim, se o objetivo for ter um modelo para esforços rápidos e curtos (até à meia maratona) este será um dos modelos mais indicados para tal. A sensação de contacto com o solo, com placa de fibra de carbono na meia-sola, fará as delícias daqueles que gostam de um modelo à antiga e isso, para quem gosta de uma corrida mais natural, será ouro sobre azul. E por falar em ouro sobre azul, na semana em que escrevemos esta análise a Hoka One One soube publicitar a fiabilidade deste modelo na vitória de Jan Frodeno no Challenge Miami, uma prova de triatlo que o alemão juntou ao seu vasto e bem sucedido currículo.

Ambos os modelos estão disponíveis no mercado com um preço de lançamento de 180 euros.

Por Record
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